O governo federal anunciou ontem um pacote de ações de sustentabilidade que deve ser implantado na região do rio Xingu, onde será construída a polêmica hidrelétrica de Belo Monte. O anúncio foi feito pelos ministros das Minas e Energia, Edison Lobão, e de Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, no mesmo momento em que o Ibama informava à imprensa sobre a liberação da licença de instalação da usina.
A licença de instalação era o sinal verde que o Consórcio Norte Energia aguardava para acelerar as obras na região. A ideia dos construtores é aproveitar a janela hidrológica (período de seca na região) para dar início às obras.
Ontem, o ministro Lobão comemorou a concessão da licença: “Temos, afinal, a licença para Belo Monte”, comemorou o ministro. Segundo ele, não haverá atraso no cronograma e a primeira etapa da usina entrará em operação em 2015, ou seja, dentro do cronograma previsto. “Queríamos que a licença tivesse sido concedida há mais tempo, o que nos daria uma folga”.
De acordo com o Ibama, o licenciamento de Belo Monte foi feito após analise técnica “robusta” de todas as condicionantes. O órgão assegurou que estão garantidas, entre as condicionantes, vazões na Volta Grande do Xingu “suficientes para a manutenção dos ecossistemas e dos modos de vida das populações ribeirinhas”. A possibilidade de seca na Volta Grande do Rio era uma das principais críticas da comunidade indígena local, biólogos e ambientalistas.
Conforme o Ibama, o consórcio Norte Energia terá de investir cerca de R$ 100 milhões em unidades de conservação na bacia do rio Xingu para compensação ambiental. Leia mais no Diário do Pará.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar