O Ibama flagrou ontem (02) uma exploração ilegal de castanheiras-do-pará no entorno da Terra Indígena Parakanã, em Novo Repartimento, no sudeste do estado. Próximo ao local, na rodovia Transamazônica, os agentes ainda encontraram duas serrarias clandestinas funcionando sem licença ambiental. Os fiscais já multaram um dos responsáveis pelos crimes ambientais em R$ 386,3 mil, apreenderam 120 m3 de castanheira em tora, 126 m3 da espécie já serrada, além de embargar e desmontar os empreendimentos irregulares. O proprietário da segunda serraria ainda está sendo procurado.
Os agentes da operação Parakanã, que estão na região desde o final de abril, chegaram à extração ilegal pela manhã. Com apoio de helicóptero e equipes por terra, surpreenderam os infratores ainda na floresta. Na área, que é terra da União ocupada por posseiros, encontraram mais de 20 toras de árvores centenárias já derrubadas.
A castanheira-do-pará, cujo corte e comercialização são proibidos por lei, é fundamental para a ecologia da floresta amazônica e a subsistência de populações tradicionais da região. Os autuados também responderão a processos criminais pelos danos provocados ao meio ambiente.
Embargo de 1,6 mil hectares
A operação Parakanã combate o desmatamento ilegal da floresta amazônica em Pacajá, Novo Repartimento, Portel, Anapu e Altamira, com apoio de homens do Batalhão de Polícia Ambiental de Belém. Desde o início das ações, há 36 dias, foram aplicados cerca de R$ 9 milhões em multas; apreendidos três tratores, duas motosserras, uma arma; resgatada uma onça-pintada e embargadas 1,6 mil hectares de áreas de florestas convertidas ilegalmente em pastagens. (Ibama)
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