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Alunos aprendem passeando em 'intestino gigante'

“Eu já tive apendicite, operei ano passado e sempre falo para os meus alunos que eles têm que comer frutas e verduras, observar as atividades fisiológicas, mas aqui eles ouviram pessoas capacitadas explicarem o que pode acontecer no intestino deles e as d

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“Eu já tive apendicite, operei ano passado e sempre falo para os meus alunos que eles têm que comer frutas e verduras, observar as atividades fisiológicas, mas aqui eles ouviram pessoas capacitadas explicarem o que pode acontecer no intestino deles e as doenças que surgem caso não se cuide da alimentação”, opinou a professora Mônica Pontes. Ela acompanhou alunos da 4ª e da 5ª séries do ensino fundamental da Escola Municipal João Carlos Batista ontem, em visita à exposição do intestino gigante, na Universidade Federa do Pará (UFPA).

Como parte da programação da I Amazoníada de Doenças Digestivas, que ocorre até hoje no Hangar, a exposição fez o pátio em frente ao Centro de Convenções Benedito Nunes, na UFPA, ficar cheio de crianças, adolescentes e estudantes da universidade.

“O modelo foi exposto pela primeira vez em outubro de 2006, no Ibirapuera (SP). Este aqui é uma segunda versão, feita de náilon, pesa 300 kg e ocupa uma área de 320 m². Teve que vir de caminhão e, quando montado, a extensão do percurso pelo intestino grosso é de 26 metros”, explicou Regina Pires, coordenadora da exposição, que é realizada pela Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino.

Segundo ela, a ideia do projeto é passar orientações de como prevenir doenças no intestino grosso, através de dicas do “Dr. Preventino”, um boneco que aparece em quatro telões instalados dentro do tubo digestivo, mas que na montagem de Belém foi substituído pelos monitores do curso de Medicina, como Rafael Brito, aluno do 8º semestre.

Rafael explicou sobre as doenças e a importância da prevenção. “Tem que ir ao médico e examinar. Nem sempre siga o conselho daquela tia ou avó que diz que é hemorróida”. Ele seguiu mostrando doenças como o câncer de intestino num estágio inicial.

As crianças prestaram atenção às explicações do monitor, tateando o modelo gigante do intestino. “Ver os tipos de doença, o tamanho disso aqui me surpreende. Dá pra gente pensar mais no que a gente come”, explicou Natália Larissa Lima, 10 anos.

Já Eder Johny Oliveira Macedo, 11 anos, contou que gosta de tomar refrigerante e ficou preocupado em desenvolver um problema no intestino. “Vi que apendicite é comum, mas é bem dolorida, e que a gente tem que aprender a comer melhor e ficar de olho no xixi e nas fezes”.

EXPOSIÇÃO

A exposição vai até amanhã, das 8h às 18h. Informações no site www.amazoniadadigestiva.com.br. (Diário do Pará)

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