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Pará soma déficit de 400 mil moradias

Apesar do crescimento vertiginoso do setor no Pará, que vem experimentando um boom imobiliário nestes últimos anos, o Estado ainda amarga um déficit habitacional estimado em 400 mil moradias, segundo cálculos revelados essa semana pela Caixa Econômica.

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Apesar do crescimento vertiginoso do setor no Pará, que vem experimentando um boom imobiliário nestes últimos anos, o Estado ainda amarga um déficit habitacional estimado em 400 mil moradias, segundo cálculos revelados essa semana pela Caixa Econômica. Estão incluídos nesse cálculo tanto os núcleos urbanos quanto o meio rural, esclarece o gerente regional da construção civil da Caixa, João Cláudio Klautau. O número é um dos que orbitam a programação desta semana da edição 2011 do Feirão Caixa da Casa Própria, que encerra hoje no Hangar Centro de Convenções.
Para que se tenha ideia do descompasso ainda existente entre oferta e demanda, o executivo da Caixa informou que a instituição tem hoje no Pará 27.647 contratos ativos, que são os financiamentos pactuados com pessoas físicas. O consolo, pode-se dizer assim, é que esse número está em crescimento. Somente nos dois últimos anos, somados, a Caixa financiou algo em torno de 30 mil imóveis, dos quais a maior parte, cerca de 20 mil, em 2010.
A aparente divergência entre contratos ativos e financiamentos contratados, conforme frisou João Cláudio Klautau, pode ser explicada pelo fato de que a maior parte dos contratos fechados com as construtoras não se desdobrou ainda em contratos firmados com pessoas físicas. Para ilustração de raciocínio, ele citou um contrato hipotético com uma construtora para a construção de 500 apartamentos, dos quais apenas um décimo foi, até agora, contratado com adquirentes. “Neste caso, nós temos apenas 50 contratos com pessoas físicas, mas, na verdade, estão sendo construídas 500 unidades habitacionais”, assinalou.
Das cerca de 20 mil unidades contratadas pela Caixa no ano passado, conforme frisou o seu gerente de construção civil, o que se tem hoje é algo em torno de três, quatro a cinco mil contratos firmados com pessoas físicas, ficando os restantes – entre 15 e 17 mil – com as construtoras. O que acontece, explicou ele, é que essas unidades, em sua maior parte, ou estão sendo construídas ou não foram ainda entregues, ou seja, não foram passadas para os compradores - pessoas físicas.
De acordo com João Cláudio Klautau, a quase totalidade dos imóveis financiados pela Caixa, cerca de 90%, é constituída de unidades em construção. “Isso acontece porque o valor do imóvel em construção é muito mais barato”, disse ele. Acrescentou que, ao negociar com a construtora, o adquirente é compelido a pagar uma “entrada”, que nada mais é do que a importância não coberta pelo financiamento. Atualmente, segundo ele, as construtoras estão facilitando bastante o pagamento desse valor, que chega a ser parcelado em até doze vezes. (Diário do Pará)

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