A decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou esta semana a lei estadual de incentivos fiscais do Pará, do Distrito Federal e de outros cinco Estados brasileiros – Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Espírito Santo – aumentou, no setor empresarial paraense, o sentimento de desânimo e insegurança. A Federação das Indústrias, que vem se batendo há muito tempo pela consolidação no Estado de um ambiente saudável e atraente para novos investimentos, desta fez acusou o golpe.
Para o presidente da Fiepa, José Conrado Azevedo Santos, a situação de insegurança que envolve o empresariado local tem como causa principal a “condição nefasta” do peso da carga tributária, por ele considerada excessiva. “São 76 diferentes impostos, taxas e contribuições”, declarou, acrescentando que mais de 40% do esforço, do trabalho e da produção do povo brasileiro são recolhidos aos cofres públicos. “Nós convivemos com uma carga tributária verdadeiramente insana”, disparou o presidente da Fiepa, em entrevista concedida ao DIÁRIO DO PARÁ.
Lembrou o dirigente empresarial que, até 2014, empreendimentos inovadores de expansão, incremento da produção local e novas indústrias injetarão na economia paraense mais de US$ 52 bilhões em investimentos. Com isso, acrescentou, haverá uma formidável expansão do mercado de trabalho. Hoje, o setor empresarial trabalha com a expectativa da geração de mais de 120 mil novos empregos em território paraense.
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