plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Entrevista: Brasil luta por doadores de sangue

Entre os dia 26 e 27 de maio, hematologistas, hemoterapeutas, profissionais da saúde e representantes do Ministério da Saúde discutiram em Belém os desafios da captação de doadores e a manutenção dos bancos de sangue nos hemocentros da região Norte. O III

twitter Google News

Entre os dia 26 e 27 de maio, hematologistas, hemoterapeutas, profissionais da saúde e representantes do Ministério da Saúde discutiram em Belém os desafios da captação de doadores e a manutenção dos bancos de sangue nos hemocentros da região Norte. O III Congresso Pan-Amazônico de Hematologia e Hemoterapia, organizado pela Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), fez seu alerta: o país luta para estabilizar públicos doadores nos hemocentros. A média ideal é de 3% a 5% da população, sugere a Organização Mundial de Saúde, mas o Brasil só soma poucos 1,7% de voluntários.

Nesta entrevista concedida ao DIÁRIO, o presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Carmino Antônio de Souza, engrossa ainda mais o tom: o país tem pelo menos uma década de atraso em tecnologias para essa área crucial à prática médica. O resultado é menos capacidade de atender e um risco maior envolvendo as doações. Confira a conversa com os jornalistas Fábio Nóvoa e Lorenna Montenegro:

P: O que faz a ABHH?

R: Ela é nova, tem um ano e meio, mas na verdade é fruto de duas entidades muito tradicionais, que são a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, fundada em 1950, e o Colégio Brasileiro de Hematologia, que também existia há 35 anos. Chegou um momento no Brasil em que ninguém mais entendia por que havia duas entidades. Daí surgiu a associação.

P: A Hematologia carece de médicos e mais profissionais que atuem nos centros hematológicos?

R: O profissional da nossa área se forma através da residência médica e temos um número pequeno de vagas nos hospitais. Muitas das vagas não são preenchidas há anos. Temos carência de médicos. Talvez seja os profissionais que temos mais carência hoje. Há um grande esforço educacional. O Senac, por exemplo, forma centenas, milhares de pessoas na área de hemoterapia. Temos dentistas especializados na nossa área, enfermeiros... a hematologia é extremamente complexa. Toda a área transfusional que é um grande desafio no Brasil...

P: Por quê?

R: Nessa área a qualidade já foi melhor. Nós temos alguns desafios a vencer. Perdemos um pouco as prioridades na área. Já tivemos uma transfusão muito atual e isso não é mais assim. No Brasil, podemos dizer que a nossa transfusão é menos segura do que uma transfusão no primeiro mundo. Por que as atualizações tecnológicas não se fizeram. Há uma protelação no Brasil. É muito comum as coisas demorarem pra chegar tanto no campo terapêutico como no diagnóstico. Em transfusão, temos uma defasagem da ordem de dez anos em relação ao primeiro mundo, e isso é um desafio.

Leia a entrevista completa no Diário do Pará

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!