Criado para servir como um local de prática e aprendizagem para os alunos do curso de Design - Habilitação em Projeto de Produto da Universidade do Estado do Pará (Uepa), o Laboratório de Modelos, que funciona dentro do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT), viu sua movimentação cair ligeiramente há cerca de dois anos. O motivo? Não havia material que bastasse para as tantas experiências realizadas pelos estudantes. Convencida de que o show não podia parar, a coordenação do laboratório resolveu aderir a uma causa que uniria o útil ao agradável e ainda ampliaria as possibilidades de atuação dos graduandos: produção sustentável. A partir de então, o espaço, novamente ocupado em peso pelos acadêmicos, já viu nascer projetos ecologicamente corretos posteriormente selecionados e premiados em bienais e salões de Design pelo país afora.
“O laboratório é um espaço usado pelos alunos para testar os projetos criados. Nesse processo, nem sempre se consegue um bom resultado logo, são necessárias várias tentativas para se chegar ao resultado desejado. Há cerca de dois anos, quando nos vimos sem material suficiente para continuar trabalhando, resolvemos seguir a linha da sustentabilidade e ir atrás de outros materiais. Fizemos parceria com o curso de Engenharia Ambiental da Universidade, que já desenvolvia um projeto de coleta seletiva, e acompanhamos essa tendência mundial”, explica o coordenador do Laboratório de Modelos, professor Alacy Rodrigues.
O ano era 2008 e, à época, estava para começar mais uma edição do Fórum de Pesquisa e Extensão da Uepa, o Forpesp, e um grupo de alunos, orientados por Alacy, se disponibilizou para criar estandes feitos de papelão para o evento. Por conta da qualidade dos modelos desenvolvidos, não demorou para haver participação em eventos ligados ao design. “No ano passado, um projeto baseado em fibra de tururi, que é natural da Amazônia, de produção de papel, bolsas e embalagens foi selecionado na Bienal de Design, realizada em Curitiba (PR).
Um outro projeto, que utiliza embalagens tipo “tetra-pak” como matéria-prima, chegou a ser premiado em um salão, e nós já aprovamos um outro programa de trabalho baseado em resíduos sólidos e ainda a criação de um grupo de desenvolvimento de móveis. Trabalhar com o conceito da sustentabilidade tem nos trazido muitos benefícios. O custo é muito baixo, o respeito ao meio ambiente é mantido e, o mais importante de tudo, os alunos estão sempre praticando, experimentando novas ideias. Claro que usamos outros materiais também, trabalhamos com o resíduo de madeira, por exemplo, mas a partir dessas experiências, comprovamos que dá para não jogar nada fora, usar ao máximo tudo o que é possível”, detalha o coordenador do Laboratório de Modelos. Leia mais no Diário do Pará.
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