Dia 6 de junho comemora-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho, também conhecido como triagem neonatal. Em panfletagem realizada neste domingo (5), na praça da República, equipes da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) abordaram futuras mães sobre a importância do exame, que é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser realizado em qualquer unidade de saúde.
A abordagem chamou atenção principalmente para as doenças detectadas pelo exame e que podem causar muitas sequelas nas crianças afetadas. "É de extrema importância que as mães levem seus bebês entre o terceiro e o quinto dia de vida", alerta a coordenadora estadual de Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo. "Se não der tempo pra levar nesse período, pode ir assim mesmo. O importante é não deixar nunca de fazer", explica.
No Pará, o Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) funciona atualmente no espaço Maternar, que funciona no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa) localizado no bairro do Marco, em Belém. O SRTN prevê o diagnóstico de três doenças conforme a fase II estabelecida pelo Ministério da Saúde. “Essa triagem é para diagnosticar doenças como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e hemoglobinopatias ou doenças crônicas, como anemia falciforme, por exemplo. Cerca de dez mil coletas são feitas mensalmente em todo o Pará”, destaca Ana Cristina.
A coordenadora estadual do SRTN, Nazaré Galvão, destacou os resultados da avaliação do PTN do Pará. Atualmente o Estado está credenciado para a fase II desde abril de 2010, tendo como referência o Serviço em Triagem Neonatal, com a retaguarda do Laboratório de Pesquisa e Apoio Diagnóstico (Lapad), que recebe amostras de 499 postos de coleta espalhados pelos 143 municípios paraenses.
Os indicadores de 2010 da triagem neonatal no Pará ainda estão em fase de conclusão, mas em 2009 os dados confirmam que de 2.891.328 dos nascidos vivos, 2.395.077 passaram pela triagem neonatal no Estado, correspondendo a 74,8% de cobertura. No espaço da Uepa, os bebês são atendidos por vários profissionais da área de saúde, que vão desde endocrinologistas, infectologistas, pediatras e obstetras, até psicólogos, nutricionistas terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.A
A equipe multidisciplinar tem um objetivo em comum: atender, pesquisar, diagnosticar e acompanhar as gestantes e os seus filhos no acompanhamento pré-natal, na prevenção à chamada “infecção vertical”, que são as doenças sexualmente transmissíveis que passam da mãe para o filho, e na realização do teste do pezinho. "O objetivo do ambulatório não é apenas oferecer o atendimento para a comunidade, com diagnóstico, tratamento e acompanhamento, mas ampliar o conceito de um espaço de ensino, pesquisa e assistência para a universidade”, diz Ana Cristina Guzzo, coordenadora estadual de Saúde da Criança.
Como é feito o teste
O sangue do calcanhar do recém-nascido é coletado e levado para análise. Caso for detectada alguma doença, o tratamento rápido pode evitar sequelas, como o retardo mental ou que a doença se agrave, no caso da anemia falciforme.
(Agência Pará)
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