Começou ontem pela manhã a greve dos servidores federais da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). A expectativa era que cerca de três mil funcionários suspendessem os serviços técnicos administrativos.
Entre as reivindicações da categoria está o reajuste salarial e pendências do plano de cargos e remuneração. “O governo federal não mostra interesse de resolver as reivindicações. Os funcionários trabalham de forma ruim, muitas vezes não temos nem caneta e nem papel”, diz a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado do Pará (Sindtifes), Terezinha Silva.
Hoje, em Brasília, haverá uma audiência entre governo federal e Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra).
A greve por tempo indeterminado não afeta as aulas, mas compromete outros serviços. Na UFPA, a biblioteca central fechou as portas. O aluno da pós-graduação em Psicologia, Rafael Moraes, foi buscar a ficha catalográfica do seu trabalho de conclusão de curso para se inscrever em um concurso público, sem sucesso. “Eu ainda posso perder o concurso”, reclama. Nos laboratórios, os serviços também foram suspensos.
Na Ufra, o restaurante e a biblioteca não estão funcionando e a frequência do ônibus circular diminuiu. “Somente o cuidado com os animais e plantas continuam normalmente”, afirma o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Ufra (Sindufra), Moacir Miranda. (Diário do Pará)
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