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Força Nacional é aguardada em Marabá

Homens da Força Nacional estão sendo aguardados em Marabá, um dos municípios paraenses que receberá reforço policial. Segundo o delegado da Polícia Federal no município, Antônio Bobran, os soldados são esperados desde ontem. A previsão é de que eles cheg

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Homens da Força Nacional estão sendo aguardados em Marabá, um dos municípios paraenses que receberá reforço policial.

Segundo o delegado da Polícia Federal no município, Antônio Bobran, os soldados são esperados desde ontem. A previsão é de que eles cheguem ainda hoje.

Um comboio com viaturas especiais (6) saíram de Brasília na última segunda, no final da tarde, para fiscalizar as áreas onde estão sendo registrados os maiores índices de violência no Estado. O Pará é o Estado que tem o maior número de pessoas ligadas a movimentos sociais ameaçadas de morte, ao todo 207 pessoas, sendo que 42 já foram assassinadas. No ano passado, 13 camponeses foram assassinados no Estado.

REFORÇO

O Ministério da Justiça, responsável pela Força nacional, não informou qual efetivo será mobilizado nem como os policiais atuarão. Polícias de vários estados que integram o grupo de elite desembarcaram na segunda, em Brasília. O plano do governo federal de combate à violência no campo, batizado de Operação em Defesa da Vida, será implantado nos estados do Pará, Amazonas e Rondônia.

Participam do plano a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança, além de militares do Exército, que darão apoio logístico. Os objetivos do plano, segundo o ministro, é evitar novos homicídios, auxiliar as polícias locais em investigações em curso e agilizar o andamento dos processos judiciais.
Em reunião no último dia 3, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff recebeu os governadores do Pará, Simão Jatene, do Amazonas, Aziz Elias, e de Rondônia, Confúcio Moura, cujos estados registraram, nos últimos dias, altos índices de violência contra camponeses.

Também estavam presentes na reunião em Brasília seis ministros - Nelson Jobim (Defesa), José Eduardo Dutra (Justiça), Maria do Rosário (Secretaria de Defesa dos Direitos Humanos), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário).

Na reunião, Jatene disse que é necessário identificar e punir de forma rigorosa os envolvidos em assassinatos no campo. Segundo ele, só dessa maneira será possível evitar o ambiente de impunidade que domina a região. “Não vamos reproduzir o passado e o ponto de partida deve ser a união de todos no enfrentamento à violência”, afirmou.

No fim de maio, quatro ambientalistas foram assassinados no Brasil – três no Pará e um em Rondônia. Ontem (7), em sessão especial na Câmara dos Deputados, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, disse que a maior parte dos homicídios no campo passa impune.

No Pará, de 219 homicídios no campo ocorridos entre 2001 e 2010, apenas quatro geraram condenações. Outros três casos chegaram a ser julgados, mas os réus foram absolvidos.

“Não há continuidade das investigações, no caso de denúncias levadas ao conhecimento dos governos estaduais. A maioria dos casos tem andamento tão longo que não chegam a uma análise final, afirmou.

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