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Amor pelas quadrilhas une diferentes gerações

Chapéus de palha bailando no vento, tranças e marias-chiquinhas ornamentadas com travessas cheias de flores e fitas, roupas bufantes cheias de cor e movimento. Lá vem a quadrilha exalando energia pelo terreiro do arraial. Tradição nas festas juninas, as q

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Chapéus de palha bailando no vento, tranças e marias-chiquinhas ornamentadas com travessas cheias de flores e fitas, roupas bufantes cheias de cor e movimento. Lá vem a quadrilha exalando energia pelo terreiro do arraial. Tradição nas festas juninas, as quadrilhas de danças tinham tudo para ser apenas mais uma manifestação cultural do mês de junho. Mas, com tanta dedicação e entrega, se tornaram parte da vida dos brincantes, que, apesar das dificuldades, encaram uma rotina de ensaios e um orçamento apertado para dançar o São João. Para esses apaixonados, muito além do que consta no calendário, o mês junino é o capítulo mais colorido de suas histórias de vida.

“A quadra junina é o meu coração. Sempre digo que quero morrer no mês de junho e ser enterrado com uma roupa de quadrilha. Mas, enquanto eu estiver vivo, sempre vou estar envolvido em tudo o que eu puder”, diz o diretor de comunicação e eventos da quadrilha Renovação de São João, Olivar Lourinho. A quadrilha da qual ele faz parte completou 10 anos esse ano. A faixa etária dos 40 brincantes que irão se apresentar neste mês varia de 18 a 45 anos. Até a primeira semana de julho, o grupo vai encarar mais de 15 concursos e apresentações públicas. Em agosto, após a quadra junina, eles já se reúnem para discutir o São João do ano que vem, enfrentando a mesma rotina de preparação das escolas de samba.

Desde janeiro, o grupo vem se preparando com ensaios de segunda a sábado, sempre no horário da noite, pelo fato de a maioria dos brincantes cumprirem uma rotina de estudos e trabalho. Apesar de a maior parte das apresentações ser em Belém, eles ainda irão colocar o pé na estrada rumo aos interiores do Estado. O figurino começa a ganhar cor e forma através de um trabalho manual da própria quadrilha, mas é a costureira que faz o acabamento final. Na roupa, fitas coloridas e um colete com patchoulis tingidos. Parece simples, mas só de material o grupo gastou cerca de 10 mil reais.

“A principal dificuldade é a parte financeira. Trabalhamos com apoio e temos poucos apoiadores. A gente mesmo tem que tirar do próprio bolso para poder comprar o material. Fazemos rifas e festivais de sorvete, de tacacá, para poder arrecadar dinheiro”, destaca Madalena Lobato, diretora de finanças da quadrilha. Nos concursos, os prêmios em dinheiro variam de R$ 100,00 a R$ 2.000,00. Valor que nem compensa os custos que o grupo tem para colocar um trabalho de qualidade nas ruas. Leia mais no Diário do Pará.

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