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Idesp aponta que preços continuam subindo

O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) registrou um aumento de 0,71% na taxa de inflação na grande Belém em maio. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado pelo instituto, ontem, mostra um aumento médio de 0,55

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O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) registrou um aumento de 0,71% na taxa de inflação na grande Belém em maio. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado pelo instituto, ontem, mostra um aumento médio de 0,55 pontos percentuais em relação ao mês de abril, quando registrou a taxa de 0,16%. A taxa anual acumulada já é de 3,65%.

Houve aumento nos preços dos produtos e serviços dos grupos Habitação (4,07%), Saúde e Cuidados Pessoais (3,36%), Móveis e Equipamentos (3,18%), Comunicação (1,45%), Vestuário (0,32%) e Transporte (0,31%).

Essa aceleração aconteceu, em grande parte, em decorrência dos reajustes nos preços médios do gás (12,85%), passagem de ônibus urbano (8,11%), eletrodomésticos e equipamentos (4,14%), aluguel (3,97%), produtos farmacêuticos (2,76%), artigos de limpeza e descartáveis (1,84%) e o subgrupo cuidados pessoais ( 4,92%).

A taxa negativa de 1,11% verificada no grupo Alimentação e Bebidas foi um dos maiores responsáveis para amenizar o impacto dos demais reajustes de preços sobre inflação final (ver infográfico). Mas a queda nos preços da gasolina comum (-4,17%), óleo diesel (- 4,17%) e álcool (- 6,88%) e de alguns produtos agrícolas também contribuíram para atenuar a evolução da taxa global de inflação no mês de maio.

Os grupos Despesas e Serviços Pessoais (- 0,64%) e Educação, Leitura e Papelaria (- 2%) apresentaram preços médios inferiores ao mês anterior.

Para o coordenador técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), Roberto Sena, a subida da inflação em Belém segue uma tendência nacional. Mas, apesar de a meta do governo federal, que era de 4,5% para este ano, já ter sido superada (a inflação já alcançou 6,5%), ele não acredita numa explosão inflacionária e prevê um equilíbrio maior para o segundo semestre, graças a medidas como o aumento da taxa de juros e contenção do crédito para inibir o consumo.

Sena lembra que Belém foi considerada pelo menos por três vezes a capital mais cara do país, no ano passado. Preços altos e salários baixos (41% da população trabalhadora do Pará ganha um salário mínimo), segundo ele, contribuem para tornar mais amarga a inflação para o paraense. “A busca é pelo equilíbrio, porque o mais prejudicado é o assalariado”, prega Sena. (Diário do Pará)

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