Parentes das baratas d’água e dos percevejos, os barbeiros são hemípteros da subfamília Triatominae (Reduviidae) que se alimentam de sangue e são conhecidos popularmente como chupanças, chupão ou bicho de parede.
Os barbeiros são vetores naturais do protozoário Tripanossoma cruzi, causador da doença de Chagas, pois transmitem de forma ativa ou passiva um agente infeccioso, dependendo de sua adaptação ao ambiente doméstico.
No entanto, algumas espécies são vetores efetivos da doença e, dentre essas, destacam-se: Rhodnius prolixus, Triatoma infestans, Triatoma dimidiata, Triatoma brasiliensis e Panstrongylus megistus como os principais vetores de Trypanosoma cruzi na América Latina.
A proliferação da doença de Chagas está diretamente ligada à falta de saneamento básico, desflorestamento, infra-estrutura e urbanização desordenada, entre outros fatores.
Mas a Amazônia não segue o mesmo padrão de outras regiões brasileiras em relação à proliferação dos barbeiros: na Amazônia estes insetos não perderam seu habitat por completo.
Eles têm alimento garantido nas florestas, e, mesmo assim, eventualmente são encontrados nas casas, em embarcações e em áreas próximas as residências rurais. Uma das hipóteses dos pesquisadores é a atração dos barbeiros pelas luzes dos barcos e das casas.
Para entender a relação entre a luz e os triatomíneos silvestres o biólogo Marcio Rodrigues Lage, orientado pelo pesquisador Inocêncio Gorayeb da Coordenação de Zoologia do Museu Paraense Emílio Goeldi, realizou a pesquisa “Testes utilizando luz para atração de triatomíneos silvestres (Hemiptera: Reduviidae)”.
O trabalho procura comprovar que determinados tipos de luzes atraem com mais eficiência os barbeiros das espécies vetoras de Doença de Chagas na Amazônia. Os resultados serão aplicados em outra fase da pesquisa que testará e desenvolverá armadilhas para coletar e amostrar, com maior eficiência estas espécies.
Os resultados serão importantes para estudar as populações de barbeiros relacionadas com as comunidades humanas e também analisar o grau de contaminação pelo Tripanossoma cruzi. (Diário do Pará)
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