Cerca de 300 quilos de carne condicionada de forma inadequada para comercialização e 600 peixes ornamentais transportados sem documentação, em duas embarcações, foram apreendidos na madrugada de ontem, na área portuária de Belém. A operação, coordenada pela Decon (Delegacia do Consumidor), foi motivada por uma denúncia anônima e resultou em seis pessoas detidas.
De acordo com a delegada responsável pela operação, Socorro Maciel, grande parte da mercadoria veio do município de Cachoeira do Arari, no arquipélago do Marajó, e tinha como destino as feiras livres de bairros como Jurunas e Condor. “A operação tem como objetivo coibir a comercialização de alimentos armazenados de forma inadequada e impróprios para o consumo, que já vem sendo feita há vários anos”.
Com apoio do Ministério Público do Estado (MPE), a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e polícias Civil, Militar e Fluvial conseguiram abordar as embarcações. “Nos barcos foram encontrados 211 quilos de carne bovina, 43 quilos de carne suína, 13 quilos de carne de carneiro e 33 quilos de peixe. Em outro, as 600 unidades de peixes da espécie Ituí Cavalo estavam divididas em 39 reservatórios de forma precária”, disse a delegada Socorro Maciel.
“A carne foi levada para a Adepará. Como o produto não está em condições adequadas para o consumo humano, poderá ser usado na alimentação de jacarés, em reservas ambientais”, contou a delegada.
Dos seis presos, cinco foram encaminhados para a Divisão de Operações Especiais (Dioe) e um para a Delegacia de Meio Ambiente (Dema).
Gilmar da Silva Barbosa, Davi Bezerra de Lima e Maurecir Dias Alves foram apontados como proprietários da mercadoria. Mauro Freitas Teixeira e João Paulo da Silva Pinho são os donos dos barcos que transportavam a mercadoria. Segundo a titular da Decon, Socorro Maciel, eles responderão pelosos crimes contra a saúde pública e relações de consumo.
Já os peixes ornamentais teriam sido reservados por uma empresa no bairro do Reduto. “O pescador Jorge da Silva Beltrão, que transportava os peixes ornamentais, responderá um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), por maus-tratos e por transportar os animais sem a guia de tráfego”, informou o chefe de operações da Dema, Everaldo Barbosa. (Diário do Pará)
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