O Banco Central está tirando de circulação as notas manchadas de rosa pelos dispositivos antifurto dos caixas eletrônicos. O BC baixou uma circular no último dia 9 que regulariza o processo de troca da cédula danificada ou manchada. No caso de recebimento dentro da instituição financeira ou por terminal de autoatendimento, o banco tem a obrigatoriedade de efetuar a troca por uma cédula limpa.
Fábio Nóvoa, jornalista, surpreendeu-se, no último sábado, quando sacou uma nota que apresentava as manchas, apesar de quase imperceptíveis. “A nota foi recusada quando tentei efetuar o pagamento de uma conta. Como o fato ocorreu num sábado, tive que aguardar para fazer a troca”. Ele diz ainda que não teve problemas: “o banco trocou a cédula na hora”, disse Nóvoa.
Fábio diz ter seguido as instruções do site do Banco Central, que orienta a pessoa que sacar o “dinheiro rosa” a apresentar a nota na agência do qual é correntista e solicitar a troca. O banco é obrigado a efetuar a troca imediatamente, mesmo que a nota tenha sido sacada em caixas do banco 24 horas. Caso haja recusa da agência, a indicação do Procon é que o cliente retire um extrato, faça um boletim de ocorrência e se dirija ao Procon.
Porém é preciso estar atento para a origem das notas. No caso do recebimento, por exemplo, em uma transação comercial, a orientação do Banco Central é de que a pessoa se recuse a aceitar, pois as notas podem ser provindas de roubo. Se a pessoa só tiver percebido a invalidação na cédula tardiamente deve encaminhar a nota a qualquer agência bancária.
O banco recolherá as informações (nome, CPF, endereço ou CNPJ), encaminhará a nota para análise e, caso a mancha seja desconsiderada como proveniente do mecanismo antifurto será devolvida, caso contrário não haverá reembolso.
SERVIÇO
Em caso de dúvidas, o Banco Central poderá ser consultado. A ligação é gratuita pelo atendimento ao cidadão no 0800-979 2345 ou pela internet (www.bcb.gov.br). (Diário do Pará)
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