Os funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Belém reclamaram, ontem, da falta de condições e da sobrecarga na jornada de trabalho. Segundo denunciam, de uma frota de doze ambulâncias apenas quatro estariam circulando normalmente, reduzindo o atendimento e causando transtornos à população.
Segundo o presidente da associação dos servidores do SAMU, Carlos Haroldo Costa, “a situação precária das ambulâncias sucateadas já se estende por cerca de dois meses e, mesmo com a mudança dos secretários de Saúde, nenhum conseguiu resolver o problema”.
Para Carlos Haroldo, “com isso quem perde é o cidadão que precisa do atendimento. Muitas vezes o socorro não chega a tempo” diz ele, que é condutor de uma unidade móvel.
Os veículos estariam há cerca de dois meses sem reparos básicos como a troca das pastilhas do freio e manutenção. Além disso, as demais ambulâncias, que deveriam atendem a demanda da região, estariam apreendidas na empresa que presta serviços de manutenção das ambulâncias para a prefeitura de Belém, por falta de pagamento.
Carlos conta que é comum ter pelo menos uma ambulância em “baixa” por dia, o que significa que o veículo não sai da garagem por conta de problemas mecânicos ou elétricos. Isso reduziria a frota disponível para três. Carlos Haroldo diz ainda que algumas vezes os pacientes são transportados em veículos inapropriados, inclusive em viaturas policiais.
SOBRECARGA
O condutor afirma que a única ambulância que faz o atendimento do distrito de Mosqueiro estaria operando em Belém para dar suporte as 150 chamadas diárias, aproximadamente, que o SAMU recebe. E que no dia 5 de junho último uma ambulância de Belém precisou fazer atendimento em Mosqueiro para suprir a carência dos veículos na ilha.
Segundo Carlos Haroldo, apenas quatro equipes de quatro pessoas estariam fazendo atendimento do SAMU. “A gente acaba ficando estressado. Eu mesmo, no último plantão, mal tive tempo para tomar banho. Mas me sinto mal em ver um paciente sem atendimento” lamenta Carlos.
NADA PARA FAZER
O presidente da associação do servidores do SAMU diz ainda que quando uma das ambulâncias está em “baixa” os funcionários ficam sem ter o que fazer na central. “Muitas vezes o servidor é mandado embora pra casa” diz Carlos.
SESMA RESPONDE
ATENDIMENTO
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que, ontem, dez ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estariam realizando atendimento em Belém e distritos, das quais seis atendiam Unidades de Suporte Básico (USB), outras três a Unidades de Suporte Avançado (USA) e uma na USA em Mosqueiro .
NEGOCIAÇÃO
A Sesma informou ainda que está em negociação com a empresa responsável pela manutenção dos veículos, para a liberação das ambulâncias que estão na oficina o mais breve possível, completando assim a frota regular. (Diário do Pará)
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