Milhares de fiéis do bairro de Batista Campos acompanharam, ontem à noite, a procissão de Santo Antônio, o santo casamenteiro, também conhecido como o “santo dos pobres”, um dos mais queridos da Igreja Católica.
A procissão saiu da Capela de Santo Antônio, na praça Batista Campos, por volta das 18h, seguindo pelas ruas Serzedelo Corrêa, Timbiras, Apinagés e passagem São Miguel, encerrando-se no “Centrão”, com uma missa celebrada pelo arcebispo emérito de Belém, Dom Vicente Zico.
Em sua pregação, Dom Zico lembrou as qualidades do santo que se destacou como um grande pregador, tendo sido reconhecido como Doutor da Igreja Católica, e um grande intermediário dos fiéis junto de Deus. Dom Zico também se referiu aos dotes de casamenteiro do santo que por isso mesmo é muito cultuado entre os jovens.
“Santo Antônio foi um grande missionário que percorreu toda a Itália, no século XII, pregando o nome de Nosso Senhor”, afirmou. Dom Zico fez a tradicional bênção dos pães de Santo Antônio, que se reporta “à solidariedade e caridade com os pobres”.
Entre os fiéis que se espremiam no interior do “Centrão”, a engenheira agrônoma Sabrina Lima, 32, não cabia em si de felicidade ao pagar a promessa por uma das graças mais pedidas ao santo. Ela ficou noiva e já está com o casamento marcado com aquela ajuda divina. E olha que não foi preciso nem colocar a imagem do santo de cabeça pra baixo dentro da bolsa ou num copo de cachaça e até no congelador para dar uma força pro santo apressar o casório, conforme a crendice popular.
Dona Isaura Souza da Silva, 60, foi agradecer pela sua recuperação completa de um acidente vascular cerebral, que a deixou com a metade do corpo paralisado. A dona de casa Alba Helena Luz agradecia pela filha ter conseguido uma vaga na faculdade.
Santo Antônio nasceu em Lisboa, em agosto de 1195, batizado com o nome de Fernando de Bulhões. Aos 15 anos, entrou para um convento agostiniano e, em 1220, trocou o nome para Antônio, ingressando na Ordem Franciscana. Lecionou Teologia em várias universidades europeias e morreu em 13 de junho de 1231, a caminho de Pádua, na Itália. Foi canonizado no ano seguinte.
SIMPATIAS
Quem deseja descobrir o nome do futuro companheiro deve comprar um facão e, à meia-noite do dia 12 de junho, cravá-lo numa bananeira. O líquido que escorrer da planta deve formar a letra do futuro amor. Já os que já estão acompanhados, mas ainda não subiram ao altar, devem amarrar um fio de cabelo seu ao do ser amado. Eles devem ser colocados aos pés do santo, que, logo, logo, resolve a questão. (Diário do Pará)
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