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Junho é o mês de cair na festa

O prazer de dançar, de comer, de se banhar, de namorar e de fazer arte está representado nas tradicionais festas juninas através de vários símbolos. São elementos como as bandeirinhas, as comidas, a quadrilha e a fogueira que dão à manifestação cultural o

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O prazer de dançar, de comer, de se banhar, de namorar e de fazer arte está representado nas tradicionais festas juninas através de vários símbolos. São elementos como as bandeirinhas, as comidas, a quadrilha e a fogueira que dão à manifestação cultural o simbolismo de celebração do prazer.

“As festas juninas simbolizam o imaginário coletivo da sociedade. É uma forma de as pessoas se sentirem participantes de uma mesma comunidade emocional. É como se as pessoas estivessem celebrando o prazer daquele pertencimento, daquela maneira de sentir que é comum a todos”, explica o professor e poeta João de Jesus Paes Loureiro.

Segundo ele, é essa complexidade de elementos percebidos nas festas comemoradas no período junino que fazem com elas se tornem manifestações completas. “A quadra junina é um dos ciclos culturais mais completos porque tem a expressão artística, tem o misticismo próprio, a teatralidade, as comidas típicas e a música e ritmo próprios”, aponta.

De acordo com Paes Loureiro, apesar de se renovar constantemente, a quadrilha junina tem origem francesa, daí a sonoridade das palavras que embalam os passos tradicionais como “anarriê” e “avancê”. “A quadrilha é um gênero que se moderniza cada vez mais porque é incorporada pelos jovens. A quadrilha sempre teve um enredo típico e lúdico, mas hoje o enredo foi se modernizando com a evolução da quadrilha”.

Puxado por esse elemento lúdico, o casamento na roça também é um dos elementos mais característicos das festas de São João. A reprodução cômica da cerimônia tradicional, além de se desenvolver de maneira própria, é palco para expressões típicas desse tipo de comemoração. “As festas juninas têm um vocabulário próprio que só é usado nesta época”, aponta o professor.

Neste sentido, as festas não deixam de ter um lado místico caracterizado pela figura dos santos homenageados e pelas simpatias comuns à época. Influenciadas prioritariamente pela cultura judaico-cristã, a presença dos santos padroeiros e dos santos de devoção acabam se misturando às celebrações juninas. “Como são manifestações cíclicas, anuais e seculares, assumem uma dimensão ritualística grande”, explica Paes Loureiro.

Elemento constante no período junino, as fogueiras são exemplos desses rituais. Como forma simpatia, elas são puladas como forma de fortalecimento de amizades. De acordo com Paes Loureiro, apesar de se tornarem incompatíveis com os centros das cidades, a valorização das fogueiras se dá pelo caráter místico que apresentam. “A fogueira é valorizada pelo poder simbólico que o fogo representa como a energia, o amor, a quentura da amizade”. Leia mais no Diário do Pará.

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