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O Pará também tem um pouco de Paraíba

Das mais terríveis secas às maiores extensões de rio. Com o fim da escravidão negra no século XIX, as políticas do governo no Pará visavam o povoamento da Amazônia através de projetos de incentivo à migração. Milhares de nordestinos vieram parar em te

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Das mais terríveis secas às maiores extensões de rio. Com o fim da escravidão negra no século XIX, as políticas do governo no Pará visavam o povoamento da Amazônia através de projetos de incentivo à migração. Milhares de nordestinos vieram parar em terras papa-chibés em busca de emprego e melhores condições de vida. Um dos Estados mais significantes nessa migração foi a Paraíba, de onde diversas famílias fugiam da pobreza extrema e encontraram no Pará um lugar próspero e de fácil adaptação. Até hoje ainda é possível encontrar paraibanos ou descendentes da região do “maior São João do mundo” em Belém e nos demais municípios do Estado.

Os grupos de imigrantes paraibanos do século XIX e XX eram formados principalmente por pessoas que habitavam a área rural do Estado, fugidos das secas que assolaram a região Nordeste nos anos de 1877 e 1878. Por coincidência, as estiagens aconteceram no momento em que a borracha extraída na Amazônia alcançou preços elevados nos mercados internacionais, o que levava a uma maior demanda por mão de obra para o trabalho nos seringais. Além da capital, as áreas de extrativismo estavam situadas nas regiões do alto Tapajós, Breves, Anajás e Melgaço, entre outras. Estima-se que 300 mil nordestinos migraram nesse período para a Amazônia, sendo que parte deles diretamente ao Pará.

Porém, até hoje é possível localizar exemplos de migração da Paraíba ao Pará. Na Travessa Mauriti, bairro do Marco, no centro de Belém, funciona um restaurante que representa essa junção peculiar entre a cultura desses dois Estados. À primeira vista, é apenas mais um restaurante de comida típica nordestina, não fosse um detalhe: dos 59 funcionários do local, apenas dois não são paraibanos oriundos da cidade de Picuí. O dono, Fabrizio dos Santos, também é nascido no município nordestino que deu origem ao nome do estabelecimento. A história dele no Pará começou há quase 20 anos, quando resolveu sair do Nordeste com a economia de cinco anos de trabalho como garçom para abrir o seu próprio restaurante. Leia a matéria completa no hotsite do Orgulho do Pará.

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