A destinação do lixo é um dos principais problemas enfrentados pelas metrópoles brasileiras. Na Região Metropolitana de Belém (RMB), o lixão do Aurá é o destino de, aproximadamente, 1,8 mil toneladas diárias de lixo, o que, em um ano, equivale a cerca de 700 mil toneladas. A implantação de uma Central de Processamento e Tratamento de Resíduos (CPTR), em Marituba, pode ser uma alternativa para receber os resíduos orgânicos. Ontem, uma audiência pública foi realizada para apresentar o projeto, proposto pela iniciativa privada.
Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o objetivo da audiência era apresentar o estudo de impacto ambiental do projeto à população e informar como a CPTR funcionaria. A Central foi planejada para resíduos de “classe II”, aqueles considerados não perigosos para as pessoas, animais e meio ambiente. O resultado dos estudos e discussões irá subsidiar o parecer técnico para licenciamento ambiental da CPTR.
Para Valdir Nakazawa, sócio-diretor da Ampla (empresa responsável pelo estudo de impactos ambientais na área), o aterro seria uma “alternativa de processamento, tratamento e destinação segura para os resíduos sólidos com viabilidade técnica e econômica adequada”.
Sete locais foram considerados para abrigar a CPTR e a área tida como mais adequada está localizada na parte sul da área industrial de Marituba. Saindo de Belém, o acesso é pela rodovia BR-316, seguindo pela Alça Viária, em aproximadamente 4 quilômetros de distância.
O espaço tem área total de 110 hectares e capacidade para receber cerca de 1.800 toneladas de resíduos gerados por dia em Belém e Região Metropolitana, o equivalente a 116 caminhões de lixo por dia. O aterro terá vida útil de 15 anos. Leia mais no Diário do Pará.
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