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Mortalidade infantil é tema de jornada

O alto índice de mortalidade infantil tem chamado a atenção de funcionários da área da saúde. No Brasil, a mortalidade infantil chega a 16%, na região Norte, esse índice chega a 15% e, só no Pará, as mortes neonatais chegam a 12,3%. Esses dados foram

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O alto índice de mortalidade infantil tem chamado a atenção de funcionários da área da saúde. No Brasil, a mortalidade infantil chega a 16%, na região Norte, esse índice chega a 15% e, só no Pará, as mortes neonatais chegam a 12,3%. Esses dados foram divulgados durante a Jornada Pediátrica Neonatal que está sendo realizada em Belém, começou anteontem e vai até hoje (17).

O evento, que está sendo realizado em parceria com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conta com a presença de vários médicos da área de pediatria de todo o Brasil. Nesses três dias, estão sendo ministradas palestras e testes práticos sobre reanimação neonatal.

De acordo com o coordenador dos projetos humanitários da Igreja, o médico Wilson Gomes, o curso está sendo ministrado após ter sido percebida a necessidade de preparar os trabalhadores da área médica para atuarem quando necessário.

“Sabemos que a morte neonatal é o tipo que mais alavanca as estatísticas de mortalidade infantil. Por isso é preciso combater isso onde mais está tendo deficiência, que é no atendimento imediato, assim que a criança nasce”.

Ele comenta que a prática da reanimação é fundamental para as crianças que nascem com alguma dificuldade de respirar.

“São 20 a 30 segundos importantes na vida do recém-nascido. E por isso é preciso que tenha alguém que possa avaliar e fazer os procedimentos necessários assim que o bebê nasce”, comentou Wilson.

PROCEDIMENTOS

No caso, os procedimentos são: posicionar a criança de forma correta, aquecimento, pressionar o pulmão com bomba de ar e, em últimos casos, fazer a massagem cardíaca.

Segundo Vilma Hurtim, uma das ministrantes do curso, os maiores causadores da mortalidade neonatal são a frequência cardíaca baixa e a falta da respiração. “Nesses casos é que precisamos usar as técnicas para salvar a vida dos recém-nascidos”.

Ela comenta que essa complicação está ligada à falta do pré-natal, atenção básica que não existe, identificar gravidez de risco com antecedência e uma má assistência.

PRÁTICA

A estudante do quinto ano de medicina, Izabela Almeida, 27 anos, comentou que aprender essas técnicas é fundamental para que, no caso de uma necessidade, os trabalhadores da área da saúde saibam agir de forma correta.

“A teoria é importante, mas a prática é fundamental para sabermos fazer as condutas”. Ela comenta que espera conseguir mais segurança com esse curso. (Diário do Pará)

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