Com a decisão do Supremo Tribunal Federal, já é possível fazer manifestação em favor da maconha. Em Belém, grupos sociais já se preparam para realizar o segundo evento do gênero somente este ano.
Marcada para amanhã, às 14h, na praça Waldemar Henrique, a 2ª Marcha da Liberdade na cidade é organizada pelo Coletivo Liberdade pra Planta Belém. “Seguiremos a onda de protestos e manifestações globais, denominada de Global Revolution (Revolução Global, em português). O objetivo é lutarmos por nossos direitos que estão em nossa constituição, mas que pelo que podemos ver só servem para juízes e policiais militares”, afirma Evângelo Lopes, coordenador do coletivo.
Para o advogado da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Marco Apolo, o termo “liberação da marcha” é, na verdade, equivocado. “As manifestações sempre foram previstas na legislação.
A atitude errada foi da justiça de São Paulo em tentar barrar o evento”, comenta. Intervenções judiciais e políticas, contudo, têm sido comuns no Brasil, garante. Por isso, as instituições de Direitos Humanos consideram a decisão do STF justa e necessária. “É algo que já está previsto na constituição brasileira e qualquer impedimento nesse sentido deve ser combatido por todos. Em diversos países, a maconha é legalizada, tanto em uso medicinal quanto para o consumo próprio”, diz.
Segundo a decisão do STF, o Estado não pode interferir, coibir as manifestações ou impor restrições ao movimento. A polícia só poderá tão-somente para garantir a segurança e o direito dos manifestantes de expressarem suas opiniões de forma pacífica.
Leia a reportagem completa no Diário do Pará
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