plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Homicídios: queda nos primeiros meses

Ao receber o relatório final das estatísticas da criminalidade no Pará, o secretário Luiz Fernandes Rocha levou um susto. O número de roubos, em maio, ao contrário dos meses anteriores, apresentara um pequeno crescimento de 6% no Estado. Ligeiro na leitur

twitter Google News

Ao receber o relatório final das estatísticas da criminalidade no Pará, o secretário Luiz Fernandes Rocha levou um susto. O número de roubos, em maio, ao contrário dos meses anteriores, apresentara um pequeno crescimento de 6% no Estado. Ligeiro na leitura dos números, o secretário de Segurança compreendeu o alerta, mas fez questão de checar a intensidade. Somou os resultados dos primeiros cinco meses de 2011 na ponta da caneta e comparou-os ao mesmo período do ano passado. A média deste ano ainda era bem menor do que a de 2010 (17%).

Na mesa do secretário Luiz Fernandes, em seu gabinete na Segup, a pasta dos relatórios da criminalidade tem lugar cativo. A evolução dos números, ele acompanha diariamente em seu computador. Qualquer variação inusitada tem resposta imediata. Foi assim no início do mês, quando seis pessoas morreram em menos de 48 horas, no município de Abaetetuba. Em tempo recorde, o sistema de segurança se mobilizou para enviar ao município uma força-tarefa com delegados, investigadores, policiais militares, legistas e até corregedores, já que as mortes envolviam um policial.

DADOS

O Pará é um dos poucos estados do Brasil em que os números da criminalidade são coletados diariamente e alimentam um sistema acessado pelos gestores da segurança a qualquer momento e de qualquer lugar. O resultado mais promissor desse esforço é a redução no tempo-resposta da Polícia Militar e da Polícia Civil. Com base nos números, também é possível planejar com antecedência e mais eficiência as operações conjuntas do sistema de segurança, alinhavando os trabalhos não só da PM e da Polícia Civil, como também do Detran, Corpo de Bombeiros, IML e corregedorias.

Foi a leitura desses números que subsidiou a operação Arco (Ação de Repressão ao Crime Organizado), no início de abril. O Setor de Inteligência cruzou os números da Cabanagem, Jaderlândia, Parque Verde e Una, durante 20 dias, verificou a intensidade de homicídios e tráfico de drogas nessas áreas e a Segup definiu a estratégia para uma ação conjunta e maciça. Os policiais ocuparam os bairros com 15 mandados de prisão nas mãos, saíram de lá com 30 criminosos presos e cinco menores infratores apreendidos, além de desbaratar bocas de fumo e resgatar armas roubadas.

Ações como essa têm resultado imediato na estatística da criminalidade. Por conta disso é que as mortes violentas têm caído sistematicamente no Pará. Em 2010, houve 298 homicídios no Estado. Este ano, foram 245, o que representa 53 vidas salvas. O número de latrocínios, que é o assalto associado ao homicídio, caiu quase 50%.

DESEMPENHO

Essas reduções não entusiasmam apenas o secretário de Segurança. Em Brasília, na semana passada, ao apresentar as estatísticas do Pará numa reunião de chefes da inteligência de todo o país, a Secretaria de Segurança teve a melhor performance na redução da criminalidade e na gestão dos indicadores.

De janeiro a maio deste ano, o Pará registrou 1.179 homicídios, 211 a menos do que no ano passado. Na região metropolitana, a queda foi a mesma: 211 mortes a menos. Em Belém, 126 pessoas escaparam da morte. Quando se medem essas reduções em números relativos e se comparam a outros estados, fica cristalino o resultado do esforço da segurança pública.

A redução dos homicídios no Pará corresponde a uma queda de 15,17%. No Rio de Janeiro, onde foi montada uma verdadeira operação de guerra contra traficantes, a queda não chegou a 15%. No Rio Grande do Sul, foi de 14,23%. Em Pernambuco, um Estado com população quase igual à do Pará, foram 958 homicídios em 2010 e 953 em 2011: apenas cinco a menos, uma redução de 0,52%. A maior redução das mortes violentas ocorreu no Pará.

“Com os investimentos previstos na Agenda Mínima do estado, nossos resultados só tendem a melhorar”, diz o secretário Luiz Fernandes. “O grande diferencial entre 2011 e 2010 é que, agora, quando a população bate na porta da polícia, sempre tem alguém para atender”, comemora. “Estamos seguindo à risca a orientação do governador Jatene, que costuma dizer que os números são feitos para revelar, e não para esconder”, completa. (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!