Será realizada na tarde desta segunda-feira (20), na Câmara Municipal de Belém uma sessão especial, proposta pelo vereador Otávio Pinheiro, onde será apresentado o projeto da Central de Processamento e Tratamento de Resíduos de Marituba (CPTR). Na ocasião parlamentares, empreendedores e a população poderão conhecer e esclarecer dúvidas sobre o projeto.
Atualmente quase 90% dos resíduos produzidos nas capitais brasileiras são despejados em áreas à céu aberto. Com o crescimento desordenado das cidades, sem um Plano Diretor Municipal e uma política de gerenciamento desses resíduos, a situação se agravou em muitos municípios brasileiros e Belém não fica fora dessa lista. Hoje, as mais de 1,8 mil toneladas diária de lixo produzido na capital e municípios da região metropolitana são depositados no Aurá.
Composta por um aterro sanitário e instalações de apoio para o recebimento do lixo domiciliar urbano, a CPTR Marituba foi planejada para receber os resíduos “classe II”, ou seja, que não geram risco de contaminação para pessoas, animais ou para o meio ambiente. O projeto foi elaborado com base na Política Nacional de Resíduos Sólidos, assinada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto do ano passado.
A CPTR Marituba terá capacidade para receber 1800 toneladas de resíduos gerados por dia em Belém e região metropolitana, tendo condições de receber todo o aumento projetado pelo crescimento da população. A vida útil do empreendimento será de 15 anos e após o termino das atividades, o aterro sanitário receberá uma cobertura final constituída por duas camadas, uma primeira de 40 centímetros de argila compactada sobreposta por uma camada com 10 centímetros de solo vegetal e sobre ele mais um revestimento, também vegetal, podendo ser aproveitada como área de lazer e de parque.
Os estudos técnicos que apontaram a viabilidade da área para a implantação do aterro sanitário, que hoje é explorada como jazida de terra para empreendimentos imobiliários e obras públicas. Ao lado funciona um lixão, ilegal, com descarga de resíduos de Marituba e de outros municípios próximos, e que senão passar por uma intervenção organizada, com cuidados para a preservação do meio ambiente, o local poderá se tornar um grande lixão, similar ao Aurá. (DOL)
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