A Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai realizar de 24 a 26 de junho, no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia, um seminário sobre Tráfico de Pessoas.
O evento vai discutir as ações de prevenção e enfrentamento ao tráfico de pessoas no Pará, os problemas enfrentados por pessoas que combatem e que se encontram na lista de pessoas ameaçadas de morte, além da discussão sobre o Plano Estadual de Enfretamento ao Tráfico de Pessoas, ainda não implementado pelo Governo do Estado.
Segundo os dados da Organização Internacional do Trabalho, quase 1 milhão de pessoas são traficadas com a finalidade de exploração sexual. A atividade chega a movimentar US$ 32 bilhões por ano. O Pará encontra-se em uma das principais rotas de tráfico humano.
O trabalho escravo é uma das formas que os aliciadores de tráfico de pessoas utilizam como método de coerção, como também na exploração sexual de crianças e adolescentes e de trabalhadores rurais submetidos à mão-de-obra escrava em fazendas do sul do Pará.
A CNBB ressalta que o tráfico de seres humanos se configura no aliciamento de comunidades que se encontram em situações de vulnerabilidade a fim de explorá-las violando seus direitos mais básicos. Tal realidade é visível quando explodem casos de assassinatos e violência contra sindicalistas, religiosos e ambientalistas. Tais fatos estão correlacionados ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo.
No seminário estarão presentes vários especialistas do Pará e do Brasil como o Padre Ricardo Rezende, coordenador do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo, uma das autoridades máxima sobre o assunto.
Em apoio ao evento uma das entidades não governamentais que estará presente no seminário é o Movimento Humanos Direitos (MHuD), representado pelas atrizes Dira Paes, Letícia Sabatella, Camila Pitanga, Salete Hallach e o ator Eduardo Tornaghi.
O MHud lançou o filme “Esse Homem vai Morre - Um Faroeste Caboclo”, direção de Emilio Gallo e participação da atriz Dira Paes. O documentário conta a história de 14 pessoas marcadas para morrer na cidade de Rio Maria, Sul do Pará. Pessoas que assim como Ir. Marie Henriqueta lutam pela proteção à vida, contra a exploração sexual e tráfico de pessoas de comunidades abandonadas a própria sorte pelo poder público. As informações são da CNBB. (DOL)
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