No período de 1870 a 1910, a Amazônia vivia a chamada Belle Époque que deixou transformações significativas no Norte, principalmente no Pará, maior produtor de látex para o mundo. E na sequência, a febre continuou com o “Fordismo” até 1947.
O espaço urbano mudou, reorganizando o saneamento, a saúde pública e principalmente a estética da cidade. O Norte foi adequado às necessidades sociais e econômicas de uma nova classe social: a dos fazendeiros, comerciantes e dos seringalistas. E ainda nessa época, o povo nativo da região teria que se adequar mais uma vez às grandes mudanças da cidade.
Um dos vários índios que sofreram e viveram estas mudanças foi Emílio Kaba. Nascido na tribo dos Mundurukus, localizada na Serra do Cachimbo, região que abrange parte dos estados do Mato Grosso, Amazonas e Pará, ele foi doado, ainda na década de 40, a uma família de brancos quando tinha 10 anos. O pai adotivo era um seringueiro santareno que trabalhava na empresa americana Ford.
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