Em junho, tudo é festa. É o mês dos namorados, das simpatias casamenteiras, das quadrilhas, comidas e brincadeiras juninas. Em Belém, várias famílias não deixam essa data passar em branco. Para isso, fazem festas em comemoração à data, com direito a convidar todos os parentes e amigos. Em alguns casos, trata-se de uma tradição antiga, que já passou por diversas gerações.
É o caso do comerciante Carlos Azevedo, que no início deste mês ajudou a organizar uma festa junina no bairro da Marambaia. “Quem começou a fazer a festa foi a minha sogra, nos anos 70. Ela comemorava o dia do aniversário dela”, explicou.
Após o falecimento de sua sogra, a mãe de Carlos Azevedo resolveu seguir a tradição. “Hoje, toda a nossa passagem São Vicente vai, fora os amigos e conhecidos de todo mundo. Chega a duas mil pessoas. Esse ano, teve gente até do interior que veio prestigiar”.
Entre as atrações, quadrilhas e forró a noite inteira, além das tradicionais brincadeiras, como quebra-pote, corridas do saco e do ovo na colher e o pau de sebo. “Para minha mãe, é uma forma de agradecer as graças conquistadas nessa vida. Quando ela não tiver mais condições, eu pretendo assumir para que essa alegria não se perca”, ressaltou.
Outra família que prepara uma grande festa nesse período é a de Rafaela Sidrim, consultora de vendas. “Essa tradição vem desde a minha bisavó, quando realizava a festa em Altamira, que aconteciam todos os anos e contavam com a presença de autoridades da época. A quadrilha tinha figurino padronizado e era composta pela família, por vizinhos e amigos”, relembra.
Rafaela lembra ainda que, chegando a Belém, quem ficou à frente desse evento foi a avó. “Ela que promovia desfile de miss caipira e contratava todos os anos uma quadrilha para se apresentar. Hoje, a quadrilha é improvisada, mas a diversão é garantida”, conta.
No ‘Arraiar da vó Didi’, nome da festa, não faltam brincadeiras e fogos. “As comidas típicas e a fogueira sempre estão presentes. Às vezes, não fazemos concursos, mas brincadeiras sempre têm. A quadrilha maluca (homens vestidos de mulher e mulheres vestidas de homem) é o ponto alto da festa”.
Na casa da avó da jornalista Ana Carolina Palmeira, a festa junina é tão importante quanto as comemorações de Natal, Círio de Nazaré ou Ano Novo. “Desde que eu me entendo por gente, sempre foi assim. Lembro de quando era criança, que a gente ia escolher os foguetinhos para brincar e tomava banho de cheiro”, revelou.
A festa chamada de ‘Bambofest Junina’ é realizada próximo da Praça Amazonas, em Belém, onde a quadrilha maluca é executada. “A gente sai da casa da vovó e faz uma superquadrilha na praça, que vira uma atração à parte”.
Segundo Ana Carolina, é mais um motivo pra reunir a família e os amigos. “Todo mundo entra no clima, se veste com roupas caipiras, faz maquiagem. Gosto dessa animação, das músicas, das comidas. Espero passar a tradição que já está na terceira geração da família”, afirmou.
Quanto aos custos, cada família tem um truque para que as festas não venham a pesar no bolso. “Dividir com os convidados é sempre uma boa. Cada um leva um prato ou colabora com cerveja. Aí não fica tão pesado.
Na área da decoração, sempre compro no comércio de Belém, que sai bem mais em conta”, disse Ana Carolina. Na festa de Rafaela Sidrim, a divisão das despesas também acontece. “Todos os convidados ajudam a contribuir com tudo: comidas, decoração, aluguel das mesas, contratação de garçom, etc”. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar