A procissão de São João Batista saiu da Igreja de São João, na Cidade Velha, às 18h de ontem, depois da missa celebrada pelo pároco da Catedral de Belém, padre José Gonçalo Vieira. Mas a programação de encerramento da festividade do Santo – iniciada no domingo - começou com uma missa rezada pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, às 7h, na Catedral.
A procissão, uma das mais antigas de Belém, reuniu centenas de devotos que percorreram algumas ruas do bairro conduzindo a imagem do santo profeta que batizou Jesus Cristo no rio Jordão. O curto trajeto foi realizado em cerca de meia hora e logo os fiéis estavam de volta à igreja, onde ainda foram realizados cânticos e orações e a benção final do pároco.
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Tradição do Banho de Cheiro é mantida
Manjericão, estoraque, chama, catinga-de-mulata, alecrim e casca de cedro. Tantos nomes diferentes encontrados num só maço de ervas, destinado a trazer sorte, saúde, felicidade, dinheiro e tudo mais que o cliente e sua fé desejarem.
No dia de São João, celebrado ontem, uma tradição não pôde faltar: o banho de cheiro. “São João sem banho não existe aqui em casa. Eu jogo um pouquinho até na cabeça do gato, pra afastar o azar”, confessa a dona de casa Lourdes Carneiro. Prevenida, ela fez o ritual ainda na quinta-feira, antes das 18h, como manda a lenda indígena, de onde o mito surgiu. Mas ontem ainda corria para fazer com que todos os netos também o fizessem. “Sabe como é jovem, né?! Se não deixar dentro do banheiro, eles esquecem”, brinca.
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