Num olhar rápido, quem presencia a beleza do Rio Ariri, localizado na Região Metropolitana de Belém, ao final do conjunto Tenoné, não percebe a fragilidade escondida em suas águas. Mas basta uma visão mais atenta para identificar pontos críticos: garrafas, sacos plásticos e diversos objetos outrora utilizados na cidade e agora despejados na natureza.
Um problema que gerou preocupação em um grupo de pessoas, que resolveu pôr o pé na água para limpá-lo. “O Rio Ariri depende da gente e por isso agradecemos a todos que dedicaram a manhã de seu domingo para essa atividade”, afirmou Igor Vianna, ao dar início às atividades do Clean Up Day (Dia da Limpeza), realizado ontem em Belém.
Um dos coordenadores do evento, ele instruiu os cerca de 50 participantes sobre a forma mais segura e eficaz de realizar a limpeza no local. “Neste ano, ampliamos a coleta porque percebemos que muito lixo ficava nas margens, por isso criamos duas equipes: uma que faz o serviço na água e outra, na terra”, explicou.
Os voluntários percorreram durante duas horas o curso do rio, recolhendo todos os materiais avistados no caminho. Já os que preferiram partir a pé adentraram o mangue, venceram obstáculos e cumpriram orgulhosos a trilha ecológica.
Os objetos arrecadados serão utilizados em uma oficina promovida pelo projeto Reconstruções, que tem como objetivo reaproveitar descartes em novas confecções. “Na última oficina, produzimos cintos a partir de pneus, mesa com volante de carro e relógios feitos com aros de bicicleta. Tudo pode ser feito”, garante o designer Maécio Monteiro, idealizador do projeto.
As atividades começam hoje, no Casarão Cultural Floresta Sonora, e terminam na sexta-feira com a apresentação do resultado. O próximo Clean Up Day em Belém está previsto para setembro, em local a ser definido. (Diário do Pará)
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