A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Pará (Segup) realizou na manhã desta segunda-feira (27), uma coletiva de imprensa, na Delegacia Geral, em Belém, para apresentar os números da operação “Verão da Paz é a Gente que Faz”, que será realizada no período de 1º a 31 de julho, em 65 localidades do Estado.
Ao todo, serão 4.231 homens, sendo 2.860 da Polícia Militar, 188 da Polícia Civil, 325 do Dentran, 740 do Corpo de Bombeiros, 80 do Centro de Perícias e 38 da Segup.
A coletiva contou com a presença de um representante de cada órgão e do Secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandez.
Em entrevista à coluna do jornalista Mauro Bonna, publicada na edição de terça-feira passada (20) no DIÁRIO, Mário Solano, comandante geral da Polícia Militar do Pará, falou o que será feito para evitar e reprimir o máximo de ocorrências, como acidentes, crimes, violência, drogas, pirataria fluvial, para garantir a tranquilidade das férias. Confira.
Que ações vão acontecer na Operação Verão deste ano?
SOLANO - Vamos aumentar o efetivo policial militar em todas as regiões de veraneio, de 16 municípios atendidos no ano passado, para 59 municípios este ano, o que representa um reforço significativo. A PM também vai utilizar veículos apropriados nas praias: quadriciclos e bugres. Teremos também pontos para melhor referência e atendimento à população, que serão as barracas climatizadas, e estratégias diferenciadas, como o uniforme experimental para os policiais militares, visando maior agilidade e qualidade do serviço nos balneários.
Mas a atuação será somente nas praias?
SOLANO – Não. Nosso planejamento envolve todas as festividades culturais nos municípios paraenses que ocorrerão nesse período, como o Festival do Camarão, em Afuá, o Festival das Tribos, em Juruti, o Festividade de Santana, no arquipélago do Marajó, entre outras. Serão várias frentes de trabalho e de operações. Portanto, façam seus planos e boa viagem.
É possível diminuir as ações dos piratas fluviais?
SOLANO - Já diminuímos, inclusive com dezenas de prisões em flagrante. Nosso trabalho é integrado com a Polícia Civil e a Marinha, aumentando a nossa presença nos rios. Temos a clareza de que precisamos melhorar, por isso, vamos reforçar ainda mais nossas ações com o uso de novas embarcações, atuando no policiamento fluvial, preventivo e repressivo.
Campanhas de conscientização funcionam?
SOLANO - Com certeza, sendo inclusive previstas na Carta Magna, e a participação dos meios de comunicação nesse processo é fundamental. Como exemplo, podemos citar a campanha contra o tabagismo, com ações estratégicas coordenadas pelo poder público, que priorizou a saúde, evitando, com certeza absoluta, muitas mortes precoces.
A Polícia Militar dispõe de recursos suficientes para investimentos?
SOLANO - Os recursos que dispomos estão sendo usados, sabemos que são insuficientes para atender todos os rincões do Estado. Todavia, nos primeiros cincos meses de governo, conseguimos diminuir os índices de criminalidade no Pará. É claro que não estamos satisfeitos, ainda há muito a fazer e estamos fazendo.
O quê, por exemplo?
SOLANO - O governador Simão Jatene já autorizou um novo concurso público para 1.000 novos policiais militares neste ano, como, também, já disponibilizou recursos para aquisição de meios estruturantes, que vão chegar no próximo mês de julho, em virtude de legislação comum. E aqui faço uma observação: não há nenhuma exceção na legislação brasileira, na tratativa da área de Segurança Pública, para aquisição de material permanente, como também, na área de tecnologia, informática e telecomunicações, resultando em um lapso temporal de ações, que resulta em prejuízo no trabalho de nossas instituições. Portanto, precisamos de uma reformulação na legislação brasileira que priorize a Segurança Pública. (DOL)
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