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Batedores de açaí vão ser alvo de ação

O promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento declarou ontem que pretende entrar com uma ação civil pública contra 40 batedores de açaí de Belém por não terem se adequado ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC), estabelecido em 2008, sobre o manejo do aç

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O promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento declarou ontem que pretende entrar com uma ação civil pública contra 40 batedores de açaí de Belém por não terem se adequado ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC), estabelecido em 2008, sobre o manejo do açaí. A manipulação incorreta do fruto e a consequente contaminação mantêm o açaí como o maior disseminador da doença de Chagas no Pará, Estado com a maior incidência da doença em todo o Brasil.

“É necessário que haja a melhoria na conduta e na higiene dos batedores, pois só assim os números da doença vão cair”, defende o promotor. Em Belém, são quatro mil batedores registrados. Em todo o Estado, são oito mil.

As formas de controle da doença de Chagas no Pará estão sendo debatidas desde ontem no Seminário Estadual e Reunião Científica de Doença de Chagas, que acontece no Hotel Regente até amanhã. O evento teve a participação do secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco.

No Pará, dos 144 municípios, 86 são considerados de risco para a doença. A grande maioria se concentra no centro e norte do Estado. No ranking dos municípios com maior número de casos, Belém é o campeão, seguido de Abaetetuba, Barcarena e Breves. Juntos, eles correspondem a 83% dos casos da doença no Pará.

“Aqui, a doença tem características diferentes, pois o hospedeiro vive na floresta e a contaminação é feita via oral, com as fezes do transmissor misturadas no alimento. Por isso é importante capacitar os profissionais da saúde para que fiquem alertas aos sintomas e características”, disse Franco.

A cadeia do açaí receberá atenção especial. “É necessário que seja dada assistência para quem vai manusear o alimento. Desde quando o fruto é apanhado até o produto final, quando os caroços são batidos e encaminhados à mesa do consumidor. A higienização é o principal requisito para combater a doença de Chagas”, diz o secretário.

ESTATÍSTICAS

De 2006 a 2011, foram registradas 640 pessoas com a doença de Chagas. Destas, apenas 24 vieram a óbito. Este ano já foram registradas duas mortes, ambas no município de Igarapé-Miri. De acordo com a coordenadora estadual de doença de Chagas, Elenid Góes, desde quando o protocolo para a doença foi estabelecido, em 2008, os números da doença vêm reduzindo.

Algumas estratégias já estão sendo tomadas por causa do protocolo. As mais utilizadas pelos municípios são a vigilância entomológica e de reservatório de animais, vigilância sanitária, vigilância epidemiológica e assistência por cinco anos às pessoas com a doença. Durante o seminário ainda será discutida a criação de dois novos protocolos: um para a investigação dos casos e outro para o tratamento diferenciado para a região. (Diário do Pará, com informações de Veríssia Nunes)

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