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Médicos mantêm ameaça de descredenciamento

A insatisfação dos médicos com os pagamentos repassados pelos planos de saúde por consultas realizadas gerou uma assembleia geral do Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) e a Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM), na noite de ontem, da q

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A insatisfação dos médicos com os pagamentos repassados pelos planos de saúde por consultas realizadas gerou uma assembleia geral do Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) e a Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM), na noite de ontem, da qual participaram representantes de cada especialidade médica.

A reunião teve como objetivo criar um movimento de descredenciamento em massa dos médicos de Belém dos planos de saúde. Segundo o diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia, os profissionais estão sendo mal remunerados.

“Os planos tiveram um aumento de 140%, mas só repassam 45% aos médicos. Isso não é justo. Nós vamos mobilizar todos os médicos para se desvincular. Nesses últimos 10 anos, 2011 foi o pior ano em repasse de remuneração”, critica.

O Sindmepa propõe como segunda opção que os usuários dos planos paguem na hora de se consultar e que levem um comprovante para o plano de saúde para ser ressarcido. O sindicato informa que a medida já vem sendo aplicada em outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas.

CRIANÇAS

A presidente da Sociedade Paraense de Pediatria, Amira Figueiras, conta que a especialidade que atende crianças é a que vem sofrendo mais com o repasse financeiro. Ela conta que os planos só pagam a consulta por paciente a cada mês, mas na verdade o paciente chega a ser atendido duas a três vezes por mês, pois as crianças precisam de acompanhamento e avaliações.

“Já vi muitos consultórios fecharem. Praticamente temos que pagar para trabalhar. Tomara que as consultas sejam todas particulares”, comenta. A pediatra também explica que as pessoas não sentiriam essa medida. “ Existe uma variedade de preços de consultas no mercado para todos os bolsos”, informa.

MOVIMENTO

João Gouveia reforça que o os usuários não seriam prejudicados. “Eles são amparados pela Agência Nacional de Saúde caso venham ter qualquer dificuldade com os planos”. A assembleia é o início de vários movimentos que o Sindmepa e o CEHM pretendem fazer. “Em agosto vamos fazer outra assembleia quando vamos reunir mais pessoas para discutir o assunto”, conta Gouveia. (Diário do Pará)

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