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Portal sem previsão para ser concluído

Deve ser publicado hoje no Diário Oficial de Justiça a decisão que embarga as obras do Portal da Amazônia que estão sendo feitas na avenida Bernardo Sayão, no bairro da Cidade Velha. A notícia de que a Justiça Federal anulou as licenças ambientais e final

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Deve ser publicado hoje no Diário Oficial de Justiça a decisão que embarga as obras do Portal da Amazônia que estão sendo feitas na avenida Bernardo Sayão, no bairro da Cidade Velha. A notícia de que a Justiça Federal anulou as licenças ambientais e finalizou o acordo com a empresa responsável pelas obras foi divulgada no último dia 22 de junho. O prazo para recorrer inicia na próxima segunda-feira, 4.

Ontem, em visita ao canteiro de obras da orla, o prefeito Duciomar Costa afirmou que ainda não havia sido notificado oficialmente sobre a decisão judicial. “Ainda não fomos citados. Mas já soube da tentativa de paralisação através da imprensa. E, assim que formos notificados, iremos recorrer para entregar essa obra para a população”. Ele ainda comentou que o fato de as licenças ambientais serem liberadas por etapas faz parte de um processo natural dos trâmites da obra.

A obra, que foi iniciada em 2007, tem o objetivo de gerar mais fluidez para o trânsito, além de servir para manter o controle das águas que invadiam o local e tentar recuperar a área ambiental que foi degradada.
Essa primeira parte da orla, que tem a extensão de um quilômetro e meio e deve seguir até a rua dos Mundurucus, tem previsão de ser entregue a partir de setembro, com o prazo máximo até o mês de dezembro deste ano. O valor total da obra até a Universidade Federal do Pará (UFPA) chega a R$133 milhões.

REMANEJADOS

Mas a população que mora no entorno e que foi remanejada para que as obras fossem feitas reclamam da demora não só da conclusão da orla em si, mas também da entrega dos apartamentos que foram prometidos no inicio do planejamento.

“As casas de madeira foram todas retiradas daqui. Alguns já compraram a sua casa, mas outros estão vivendo de aluguel e esperando os apartamentos que foram prometidos ser entregues e até agora, nada. A obra da orla estava parada há quase seis meses. Espero que pelo menos a obra do canal da Bernardo Sayão seja concluída”, desabafou a dona de casa Sandra Soares, 42 anos.

Assim como ela, a doméstica Raimunda Rodrigues, 52 anos, afirma que já espera pelo seu apartamento há três anos. “Vivi aqui durante 20 anos. Quando iniciaram as obras, fui uma das primeiras que apoiou. Nos deram um prazo de oito meses para que a nossa moradia fosse entregue. O último prazo que recebi era que em abril deste ano já estaria na minha casa, mas agora eles já não têm mais nem prazo para nos dar”.

O prefeito disse estar ciente da situação de atraso e comentou que a empresa Uni Engenharia, responsável pela obra dos prédios, já foi afastada e que até o final de julho uma nova licitação será feita. Cerca de mil famílias foram remanejadas do local onde seriam construídos 360 apartamentos, mas até o momento apenas oito foram entregues. (Diário do Pará)

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