Existem mais afinidades entre Minas Gerais e Pará do que muita gente imagina. Além de possuírem rico passado (Minas na exploração de ouro e o Pará daborracha) e culinária diversificada, os dois Estados também podem ser exemplo de migração bem-sucedida. Foi o que aconteceu com alguns mineiros, que trocaram o clima de serra, do pão de queijo e da tradicional cachaça para viver em terras papa-chibés. Foi o caso do corretor de seguros Renato Borges, que veio despretensiosamente a Belém e já faz bodas de prata com a cidade.
Tudo aconteceu há 30 anos, por conta de um estágio em uma empresa de seguros, ainda em Ribeirão Preto, que propôs a Renato o primeiro emprego longe de onde morava. “Falar das regiões Norte e Nordeste naquela época era como falar de outro país. Eu não tinha a menor noção de como era. Pediram-me para escolher entre duas vagas, uma em Recife e outra em Belém. Eu fiz a escolha no escuro, porque não conhecia nada das duas cidades. Foi aí que eu vim para o Pará”, lembrou. Renato contou que na época, apesar da boa receptividade das pessoas, não se adaptou de imediato.
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