Os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram, na manhã de sexta-feira (1º), assembleia geral para deliberar sobre a possibilidade de greve em virtude das várias irregularidades apontadas quanto à gestão do serviço, disponibilidade de ambulâncias, condições trabalhistas e o pagamento do adicional de turno e risco de vida.
Reunidos em frente ao Samu, os funcionários fizeram uma breve paralisação na qual pediam a saída de Guataçara Gabriel, coordenador do Samu. “Não é o primeiro coordenador que não dá a devida importância ao serviço e suporte aos funcionários, e o pior é que o problema não é a falta de dinheiro”, diz a enfermeira Idalene Lima. A assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que Guataçara não se pronunciará sobre o assunto.
O presidente da Associação dos Servidores do Samu, Carlos Haroldo Costa, diz que, além das reivindicações, os funcionários temem o possível interesse por parte da prefeitura em terceirizar o serviço, até agora sem confirmação, mas adianta que a terceirização contraria uma portaria do Ministério da Saúde que prevê somente a terceirização do serviço de manutenção dos veículos. “Nós sabemos que até a manutenção das ambulâncias está precária. De doze, apenas quatro veículos circulam fazendo o trabalho”.
Os servidores reclamam da frota reduzida há cerca de quatro meses. Carlos diz que os demais veículos estariam apreendidos na empresa que presta serviço de manutenção para a prefeitura. Após a assembleia, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Pará (SindSaúde) seguiram para a Sesma, onde foram recebidos pela secretária Sylvia Santos.
Na reunião, segundo a Sesma, Sylvia informou que o contrato de manutenção das ambulâncias já está sendo renovado e que ainda ontem foram entregues pela oficina sete ambulâncias que já passaram pelo processo de manutenção.
Outro ponto da pauta foi a abertura de uma mesa de negociações entre os servidores e a Sesma, o que, segundo a assessoria, foi aceito pela secretária, com a garantia de que não haverá terceirização. Segundo Sônia Sampaio, diretora do Sindisaúde e funcionária do Samu, só quatro ambulâncias estavam trabalhando ontem. Das três UTIs móveis, só uma está em funcionamento. Mas, segundo ela, não houve consenso sobre a greve. (Diário do Pará)
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