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Pedreira é 'apresentada' ao prefeito de Belém

Para moradores do bairro da Pedreira, em Belém, a visita surpresa feita nesta sexta-feira (2) pelo prefeito Duciomar Costa, durante a manhã, teve, principalmente, uma sensação: demora. “Já faz oito anos que eu tiro meu sustento desse mercado e nunca tinha

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Para moradores do bairro da Pedreira, em Belém, a visita surpresa feita nesta sexta-feira (2) pelo prefeito Duciomar Costa, durante a manhã, teve, principalmente, uma sensação: demora. “Já faz oito anos que eu tiro meu sustento desse mercado e nunca tinha visto o prefeito por aqui”, reclama o comerciante Arnaldo Cabral, que vende lanches e refeições na feira da Pedreira.

A ausência dos gestores também foi questionada por Maria do Socorro Silva, autônoma que trabalha junto com uma amiga num dos primeiros boxes do local. “A fiação está exposta, as divisórias soltas e até o telhado cheio de buracos. Se tem sol, atrapalha o movimento porque os clientes não entram de tão quente que fica aqui dentro. Se chove, alaga tudo”, contou.

O prefeito garante, contudo, que vai regularmente à feira e mantém uma agenda de visitas em toda a cidade. “As segundas e sextas visitamos unidades de saúde, escolas e demais estabelecimentos ligados ao poder municipal para conversar com a população, ouvir os problemas e estudar melhorias”, garante.

Segundo Telma Albuquerque, representante dos feirantes, a prioridade é colocar os feirantes que estão na calçada dentro da antiga Feira do Bife, que há mais de 10 anos está desocupada e ociosa. “Não podemos permitir que a situação atual se prolongue. Queremos que o espaço seja construído, os feirantes remanejados para lá e que haja fiscalização para que outros trabalhadores não ocupem novamente as ruas”, afirmou.

Atualmente, aproximadamente 400 pessoas trabalham diretamente no complexo da feira, dos quais apenas 190 estão dentro dos espaços apropriados. Os demais disputam espaço com bicicletas, pedestres, moradores, vendendo produtos em meio ao lixo.

Sobre a demanda dos feirantes, Duciomar foi enfático. “Existe uma questão judicial que nos impede de realizar de imediato a obra, porque o espaço é particular. Além disso, sabemos que quaisquer mudanças acarretam em choque, por isso é uma situação que deve ser analisada com calma”.

Saindo da feira, a comitiva oficial seguiu para a unidade Pirajá do Programa Saúde da Família. Lá, a situação era ainda mais delicada. Infiltrações, paredes com fungos, forro irregular e cadeiras rasgadas eram apenas alguns dos problemas presenciados logo na entrada do prédio. “Prejudica o atendimento à população porque não podemos oferecer conforto e comodidade, principalmente às crianças e idosos que procuram a unidade”, afirmou uma das funcionárias mais antigas do Programa, que preferiu não se identificar.

Tantos problemas assustaram até a equipe da prefeitura. “Realmente o local está deteriorado, em condições preocupantes. De imediato temos que fazer um paliativo para consertar o telhado e as infiltrações. Depois veremos como ajustar a casa, já que o imóvel é alugado e não podemos mexer na estrutura. Considero a possibilidade de mudarmos a unidade de local”, explicou Duciomar. (Diário do Pará)

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