A bagagem se resumia a uma sacola, mas a vontade de trabalhar e vencer na vida era muito maior. “Acabei ficando por achar que em Belém conseguiria uma vida melhor”.
Assim começou a história de Jurandir Sales de Almeida no Pará. Ele saiu da cidade de Pastos Bons, no interior do Maranhão, aos 27 anos, para visitar o primo Ribamar, mas ficou de vez no estado. O maranhense ajudava os pais, Constantino (em memória) e dona Alice, hoje com 73 anos, na roça.
Como seu Jurandir, hoje aproximadamente 500 mil maranhenses ganham a vida no Pará, boa parte deles em Belém. Alguns vivem muito bem, tanto que conquistaram o sonho da casa própria e desfilam em carro novo.
Jurandir Almeida não enfrentou problemas para se adaptar ao novo lugar. O primo Ribamar lhe “empregou” no mundo das vendas de porta em porta. O primo também deu casa e comida para seu Jurandir até ele conseguir ganhar o sustento sozinho, o que não demorou muito. Há 21 anos, seu Jurandir sobrevive das vendas de diversos artigos e já conquistou muitas coisas, inclusive o sonho da casa própria. “Gosto de tudo no Pará. Acho uma terra boa demais, principalmente para trabalhar”, revela. Seu Jurandir garante que só pensa em retornar para sua terra natal após a aposentadoria.
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