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Paralisação de federais sem dia para acabar

Servidores públicos da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) realizaram um ato simbólico ontem em frente à Ufra para pedir melhorias salariais. A manifestação teve início por volta das 7h e o trânsito na av

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Servidores públicos da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) realizaram um ato simbólico ontem em frente à Ufra para pedir melhorias salariais. A manifestação teve início por volta das 7h e o trânsito na avenida Perimetral chegou a ser interditado por alguns minutos. Enquanto professores cruzaram os braços por um dia, os funcionários administrativos mantêm o movimento grevista, que já dura um mês.

O ato público foi uma adesão ao movimento nacional de paralisação do funcionalismo público federal. Moacir Miranda, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes), afirmou que o ato foi uma maneira de protestar contra a ameaça de congelamento salarial. “Há uma ameaça de congelar os salários dos servidores públicos federais até 2019. Outra questão é a ameaça de privatização dos hospitais universitários”, afirmou.

A paralisação dos docentes da UFPA e da Ufra deve terminar hoje, após 24 horas de movimento. Já a paralisação dos técnicos administrativos das duas instituições – que teve início no dia 6 de junho – segue por tempo indeterminado. Segundo Miranda, outros setores do serviço público podem entrar em greve a partir do próximo semestre.

Com a paralisação e a interdição da avenida Perimetral nos dois sentidos da via, o trânsito no local ficou bastante comprometido. Em poucos minutos, uma longa fila de veículos começou a se formar. Muitos alunos optaram por descer dos coletivos e seguir a pé até seus destinos. “Tudo bem que queiram fazer protesto, mas esse tipo de situação prejudica os compromissos de muita gente. Ter que descer e andar é complicado”, opinou a estudante Clara Martins.

Para os motoristas, a espera também trouxe impaciência. “Já estou há 42 minutos esperando. Infelizmente tem que ser assim para acordar as autoridades para os problemas, mas nós acabamos sendo penalizados, perdemos viagens”, disse o motorista Alberto Gomes. (Diário do Pará)

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