Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que o governo federal pagou R$ 14,4 milhões, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), para tratamentos ambulatoriais de alta complexidade e internações realizadas em pessoas já falecidas. A auditoria foi feita entre junho de 2007 e abril de 2010 nas secretarias municipais de Saúde de Fortaleza, Aparecida de Goiânia, Belém e Campina Grande e na Secretaria Esta-
dual de Saúde de Pernambuco.
Segundo o TCU, cerca de nove mil internações ou realização de procedimentos médicos de alta complexidade foram feitos após datas das mortes de pacientes. Também foram constatados outros 890 casos de internações que teriam prosseguido após a morte do paciente.
Belém foi selecionada por apresentar altos valores de gastos com Autorização de Internação Hospitalar (AHI) e Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade/Custo (Apac).
Foram selecionados os municípios que apresentassem no mínimo um estabelecimento de saúde com soma de despesas com Apac e AIH em valor superior a R$ 300.000. Em Belém, a instituição fiscalizada foi a Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará - Hospital D. Luiz I, cujos AIH somaram R$ 309.854,45 e pagamentos referentes às Apacs somaram R$ 322.116,12. Leia mais no Diário do Pará.
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