Advogados que atuam em Altamira afirmam que o terreno pertencente à subseção da Ordem dos Advogados no município e vendido dias atrás por R$ 301 mil valeria hoje entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão, diante da supervalorização que os imóveis naquela cidade sofreram com a construção da hidrelétrica de Belo Monte. O problema na venda - questionada até por conselheiros próximos ao presidente da entidade, Jarbas Vasconcelos, que a consideram com preço aviltado - é que não houve qualquer avaliação do terreno comprado pelo também advogado Robério D’Oliveira. Há ainda outros problemas que tornariam nebulosa a transação.
O edital, por exemplo, foi publicado apenas uma vez, com prazo de cinco dias, e não indicava nenhum preço mínimo para a venda do imóvel. Para advogados de Altamira, se a finalidade do edital fosse realmente tornar pública a venda, objetivando aumento do preço do terreno, ele deveria ter sido publicado em jornais de grande circulação.
Outra dúvida é que apenas uma única pessoa tenha apresentado proposta, no caso o conselheiro efetivo da OAB, Robério D’Oliveira. Já o preço ofertado (R$ 301 mil) foi 15% menor do que o inicialmente sugerido pela OAB de Altamira, que era R$ 350 mil. Os advogados de Altamira questionam se o imóvel seria vendido caso tivesse havido uma oferta ainda menor, já que não havia preço mínimo.
O parecer do diretor Alberto Campos, datado do dia 21 de junho, recomendava a efetivação da venda do imóvel pelo preço ofertado por Robério D’Oliveira. Porém, antes que a sugestão de venda fosse aprovada pelo Conselho Seccional - que aconteceu somente no dia 29 - o imóvel já estava vendido desde o dia 21, conforme cópias do cheque e extrato bancário obtidas pelo DIÁRIO. Em resumo: quando o conselho aprovou a “venda” do terreno, o imóvel já estava efetivamente vendido. Leia mais no Diário do Pará.
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