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Sespa contesta o aumenta de mortes por dengue

Balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde (MS) revelou que 14 pessoas já morreram nos seis primeiros meses de 2011, um aumento de 70% em comparação com as oito mortes ocorridas no ano passado. O Pará também está incluído entre os estados que aprese

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Balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde (MS) revelou que 14 pessoas já morreram nos seis primeiros meses de 2011, um aumento de 70% em comparação com as oito mortes ocorridas no ano passado. O Pará também está incluído entre os estados que apresentam três tipos de sorotipos da doença.

Em todo o Brasil, os casos graves de dengue confirmados caíram 45%, em comparação ao mesmo período de 2010. De janeiro ao início de julho de 2011, foram confirmados 8.102 casos graves da doença, contra 14.685 no primeiro semestre de 2010.

O número de mortes pela doença no Brasil também sofreu uma redução de 44% em comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro até agora, foram confirmados 310 mortes, sendo que no mesmo período do ano passado foram 554 casos. O maior número de casos graves confirmados (57%) está concentrado nas regiões Sudeste e Nordeste, nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Ceará.

CONTROLE

O ministro da Saúde atribui a queda no número de casos graves à organização da rede pública de saúde em todo o país, a ampliação no fluxo de atendimento e, sobretudo, ao diagnóstico precoce. “Contribuíram para essa redução o esforço dos profissionais de saúde e o controle dos focos do mosquito pelas equipes de vigilância”, afirmou Padilha. Ele reforçou ainda o papel da participação da população no combate à doença. “No segundo semestre, vamos aumentar a mobilização fazendo ações junto à população”.

Embora o ministério tenha atingido a meta de reduzir os casos de dengue, o fato não significa que as ações devam ser amenizadas. “Temos vários tipos de vírus circulando e pessoas suscetíveis, que não foram contaminadas. Portanto, não devemos reduzir as ações, mas, pelo contrário, reforçá-las”, disse o ministro.

As regiões Sudeste e Nordeste concentram o maior número de mortes confirmadas. A maior incidência (70%) ocorreu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, além do Amazonas. Por outro lado, nos estados de Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Piauí, Paraíba, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, houve uma redução significativa no número de mortes, em comparação com 2010.

SOROTIPOS

A Dengue possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV 2, DENV 3 E DENV 4). As atividades de vigilância virológica em 2011, destacam o predomínio da circulação do sorotipo DENV 1 no país. Foram constatadas, porém, uma circulação importante dos tipos DENV 2 e DENV 4. Esse cenário, associado às condições ambientais, permitem a manutenção do mosquito Aedes aegypti em nossas cidades e alerta para a possibilidade de persistência da transmissão em níveis elevados no verão de 2012.

Em nota a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que está equivocado o número de mortes por dengue no Pará divulgado pelo Ministério da Saúde. “Até a 23ª Semana Epidemiológica, o Pará havia registrado oito óbitos por dengue no Estado sendo três em Belém, dois em Pacajá, um em Santarém, um em Soure e um em Tucuruí. Além disso, 14 foram descartados e 9 estão em investigação”, diz a nota.

A Sespa informa ainda que até agora foram notificados 17.994 casos suspeitos de dengue no Estado do Pará, dos quais 8.727 foram confirmados tendo a seguinte classificação final: 8.601 casos de dengue clássica, 98 de dengue com complicação, 24 de febre hemorrágica da dengue e quatro casos de síndrome do choque da dengue.

NOTIFICAÇÕES

O número de notificações sofreu redução no primeiro semestre de 2011. De janeiro ao início de julho, foram 715.666 casos contra 874.793 em 2010 – queda de 18%. No Pará, houve também redução de casos, passando de 272 para 153 casos, uma redução de 43,8%.

A região Sudeste tem o maior número de casos notificados (338.307 – 47%); seguida da região Nordeste com (157.297 casos – 22%); Norte (110.711 – 15%); Sul (56.930 – 8%) e Centro-Oeste (52.421 – 7%). (Diário do Pará, Brasília)

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