Uma hora e meia. Este é o tempo máximo de espera para quem solicita em Belém o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). Pelo menos deveria ser. De acordo com Carlos Haroldo Costa, presidente da Associação dos Servidores do Samu, o serviço possui 22 ambulâncias, das quais apenas quatro estariam circulando pela cidade. Segundo ele, na tarde de ontem, apenas duas atendiam às demandas. “Número insuficiente para suprir chamadas de toda Belém” observa.
Acidentes no trânsito são os motivos de maior procura pelo serviço: Costa informa que em média são atendidas entre 15 e 20 chamadas apenas nesta modalidade. Ele ainda denuncia que devido à falta de ambulâncias, profissionais ficam impossibilitados de trabalhar, chegando a retornar para suas casas, e que as duas ambulanchas que atendem às ilhas localizadas no entorno da cidade estão paradas por falta de manutenção.
Na semana passada, uma comissão de servidores foi recebida pela titular da Secretaria Municipal de Saúde, Silvia Santos, e foi informada de que no mesmo dia seriam entregues sete ambulâncias que haviam voltado da manutenção. “Até hoje, a frota não chegou à garagem da sede do serviço” destaca Carlos Haroldo.
Em nota, a Sesma esclareceu que ontem existiam seis ambulâncias e quatro motolâncias a serviço da sociedade, e que até as 18h o Samu havia realizado 48 atendimentos de resgate. Confrontando as informações da secretaria, Costa destaca que as motolâncias não são responsáveis pelo resgate de pessoas e encaminhamento ao hospital. “Esta unidade de atendimento circula das sete da manhã às seis da tarde, e realiza os primeiros socorros e avaliação do paciente enquanto a ambulância está a caminho”.
O sindicato informa ainda que o Samu faz em média de 150 a 200 atendimentos diariamente e que o número apresentado pela Sesma corresponderia a uma parcela muito pequena das chamadas recebidas. Sobre o retorno das ambulâncias que estão em manutenção, a Sesma não se pronunciou. (Diário do Pará)
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