Uma parceria para salvar a Caixa de Previdência Complementar do Banco da Amazônia (Capaf) foi proposta pela diretoria do banco aos seus funcionários durante o seminário “Solução Capaf”, realizado ontem (8), no auditório Rio Amazonas. A programação fez parte da comemoração do aniversário do banco, que faz 69 anos hoje.
O déficit da Capaf é de R$ 1,207 bilhão. O Banco da Amazônia corre o risco até de quebrar se nada for feito, porque não tem caixa para cobrir sozinho o rombo e ainda manter os investimentos previstos para a região.
“Nos últimos dez anos, não entra um novo participante. Tem mais pessoas se aposentando do que entrando para a Capaf”, aponta como a principal causa do déficit o diretor de Controle do banco e presidente do Conselho Deliberativo da Capaf, Evandro Bessa de Lima Filho. Ele representou o presidente do Banco da Amazônia, Abidias José de Sousa Júnior, no evento.
Enquanto o número de aposentados e as despesas aumentam, os recursos ficam cada vez mais escassos. Para se ter uma ideia, hoje somente 900 dos 3,6 mil participantes contribuem com a Capaf. Do total de participantes, 2,6 mil são aposentados cuja maioria não paga a contribuição.
Segundo Bessa, muitos aposentados conseguiram na Justiça liminares para não contribuírem mais com a Capaf. Hoje, com a derrubada dessas liminares, muitos estão sendo obrigados a pagar todas as contribuições que deixaram de fazer nos últimos dez anos, causando outro problema e complicando ainda mais a situação. Além disso, os funcionários novos que entraram no banco por concurso não querem contribuir. Hoje, somente 54% dos 3 mil funcionários contribuem com a Capaf. (Diário do Pará)
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