Entidades que representam bancários foram ontem (8) ao Ministério Público Estadual para esclarecer detalhes da participação de servidores do Banco do Estado do Pará (Banpará) nas fraudes na Assembleia Legislativa do Pará.
Em reunião com o sub-procurador Geraldo Rocha e com os promotores encarregados da apuração, Arnaldo Azevedo e Nelson Medrado, eles reafirmaram informações divulgadas no dia anterior. Na quinta-feira, 7, um servidor do Banpará que trabalhou no posto que fica no prédio da AL entre 2004 e 2006 contou ao DIÁRIO que em pelo menos uma ocasião o gerente do posto fora chamado pelo então diretor-financeiro da casa, Sérgio Duboc. O então diretor teria pressionado o servidor a fazer pagamentos de cheques sem assinaturas do presidente da AL na época, Mário Couto, e do primeiro secretário, José Megale.
“Ele dizia que o dinheiro era da AL. O banco era só um pagador. A pressão era grande. Havia ameaças de punições ao bancário e ao próprio banco. Eles ameaçavam tirar a conta do Banpará e chamar outra instituição”, disse o servidor, que não quis ser identificado.
O funcionário do Banpará contou também que era comum uma pessoa receber o dinheiro de vários contracheques. (Diário do Pará)
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