Sessenta servidores da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) que trabalham no posto Itinga, localizado na fronteira com o Maranhão, na rodovia Belém-Brasília, denunciam o abandono do governo estadual com os funcionários. Servidores que preferiram não se identificar afirmaram que a Secretaria cortou a alimentação diária no restaurante, que não disponibiliza mais nem água, nem material de expediente e nem o café, já que eles também trabalham durante toda a noite.
“Não é impossível trabalhar sem comer. O restaurante está fechado desde o dia 1º de julho; uma empresa era contratada pela secretaria para fazer nossa alimentação”, explica um servidor. “Eles sempre davam a alimentação, porque somos de Belém e estamos aqui só para trabalhar. Só não passamos fome, porque amigos emprestam dinheiro, familiares mandam de Belém o dinheiro para que possamos comer alguma coisa na beira da estrada, em restaurante que são só moscas e poeira”, completa.
Os servidores contam que a única ajuda para alimentação que ainda têm é um benefício criado pelo governo da antiga governadora, Ana Júlia Carepa, no valor de apenas R$ 100,00. “Gastamos por dia R$ 40,00 com alimentação. E um consultor do governo chamado ‘Nava’ diz que os R$ 100,00 são suficientes”, afirma um dos servidores do posto.
O posto da Sefa no Itinga é responsável pela fiscalização de 70% de toda a mercadoria que entra do estado do Pará. Os servidores afirmam que fiscalizam cerca de 15 a 20 mil notas fiscais todos os dias.
A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Sefa e com a Secretaria de Comunicação, mas, em ambos os órgãos, ninguém atende ao telefone. (DOL)
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