Para enfrentar o surto de malária nos municípios de Cametá e Oeiras do Pará, na região do Baixo Tocantins, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) mobiliza cerca de 40 profissionais no combate aos principais focos de reprodução do mosquito Anopheles, transmissor da doença.
De acordo com o diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, Bernardo Cardoso, de janeiro até junho deste ano foram confirmados 6,4 mil casos da doença. Segundo ele, embora o número seja alto, o Pará é o único Estado, entre os nove da Amazônia Legal, a diminuir em 30% o número de casos em relação ao ano de 2010. “Quando assumi o Departamento de Endemias haviam sido registrados 180 mil casos do ano passado para cá. O que posso assegurar é que o governo está trabalhando, e muito”, disse o diretor.
Junto com Bernardo Cardoso, uma equipe de agentes chegou nesta segunda-feira (11) a Cametá, para ministrar cursos de prevenção, com enfoque nas áreas de educação e saúde, a partir de terça-feira (12). Acompanham a equipe mais oito profissionais, entre inspetores e coordenadores de campo.
Desde o início do mês, 38 agentes foram encaminhados aos dois municípios - 10 microscopistas, cinco borrifadores, 13 inspetores e 10 agentes de saúde. “A malária se combate fazendo diagnóstico e aplicando o tratamento”, explicou Bernardo Cardoso. “Nós temos cinco municípios no limite com a região. E todas as equipes dessa área estão trabalhando para que a doença não se espalhe pelos demais municípios”, informou. Dos 10 microscópios enviados a Cametá e Oeiras, cinco ficarão nessas áreas.
Nos últimos seis meses, foi registrado um óbito provocado pela doença. “O paciente já estava debilitado em virtude de problemas respiratórios, e acabou contraindo malária quando estava muito fraco”, disse Bernardo Cardoso.
Entre os sintomas da doença estão febre constante, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e mal estar. Ao identificar estes sintomas, a pessoa deve procurar imediatamente um posto de saúde. (Secom)
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