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Areia, sol, praia e muita, muita sujeira

Na praia do Atalaia, em Salinas, o que mais chamou atenção no último final de semana foi a grande quantidade de lixo na areia. A sujeira, deixada no local nas noites anteriores, se concentrava principalmente nos perímetros mais afastados, onde foram insta

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Na praia do Atalaia, em Salinas, o que mais chamou atenção no último final de semana foi a grande quantidade de lixo na areia. A sujeira, deixada no local nas noites anteriores, se concentrava principalmente nos perímetros mais afastados, onde foram instalados palcos para shows musicais. Entre os montinhos de lixo juntados pelos garis que faziam a limpeza, logo cedo, havia de tudo: coco, canudinhos e sacos plásticos, garrafas pet e latas de cerveja. Segundo os cálculos do gari Francisco dos Santos, seriam necessários dois caminhões para retirar todo o lixo. “Junto com o lixo, a gente acha muita coisa que o pessoal perde por aqui. Eu já encontrei relógio e até dinheiro”.

CADÊ A LIXEIRA?

Enquanto o serviço de limpeza da praia não terminava, o consultor de imóveis Geraldo Reis, que foi cedo à praia para caminhar, era obrigado a conviver com a sujeira. “O pessoal não tem educação. Quem chega cedo vê a sujeira que eles fazem na noite anterior”, disse. Ainda assim, ele reclama da não disponibilização de lixeiras no local. “Deveria ter mais lixeiras aqui. A gente não encontra onde jogar o lixo e deixamos em cima das mesas e o vento leva para o chão”, reclamava. “É muito lixo na praia”.

E o problema do lixo não se restringe somente a Salinas. O cenário de lixo espalhado pelas ruas e praias é encontrado em quase todos os balneários. Em Outeiro, por exemplo, o trabalho de limpeza é iniciado às 05h pela equipe responsável. Durante os finais de semana de julho, o número de profissionais é dobrado: são 30 agentes de limpeza atuando na praia.

Henrique Andrade, agente distrital de Outeiro, destaca a necessidade de um processo de reeducação das pessoas, para evitar que o lixo tome conta das praias no final do dia. “Quando acabam de limpar já tem lixo de novo. A praia de Outeiro está sempre cheia, as pessoas precisam ter consciência”. Durante o período de julho são recolhidas de 4 a 5 toneladas de lixo por dia na praia. Para Marcos Wilson, coordenador da ONG Noolhar, a população precisa praticar o consumo consciente. “Todo o lixo produzido deve ser colocado em um saco de lixo e depois jogado num local adequado, ou levado de volta. Informação tem muita, falta consciência. As pessoas precisam entender que cada um tem que fazer a sua parte”.

Em Belém, a ONG recebe as entregas voluntárias de resíduos sólidos, óleo de cozinha e lixo eletrônico para reciclagem. São arrecadados cerca de 2.500 kg por semana. “Parte do material arrecadado é transformado em produtos, como puffs e material de decoração. O restante é doado para as cooperativas”, diz Marcos.

ONG NOOLHAR

Quem quiser entregar material para a ONG pode se dirigir à sua sede, na travessa Riachuelo, 37, próx. à tv. Padre Eutíquio. (Diário do Pará)

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