plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 28°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Estado 'patina' na luta contra o câncer de mama

O Pará pode realizar 8.360 exames de mamografia por mês pela rede pública de saúde, mas não o faz. No Estado onde o câncer de mama é a segunda doença que mais mata, a capacidade total de realização de exames não é aproveitada. Em cinco meses, desde janeir

twitter Google News

O Pará pode realizar 8.360 exames de mamografia por mês pela rede pública de saúde, mas não o faz. No Estado onde o câncer de mama é a segunda doença que mais mata, a capacidade total de realização de exames não é aproveitada. Em cinco meses, desde janeiro até maio deste ano, o Estado realizou 9.600 exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto poderia ter realizado 41.800 no mesmo período.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o sistema público de saúde possui 38 mamógrafos distribuídos por todo o Estado, sendo que cada mamógrafo teria a capacidade de realização de 220 exames por mês. Somente na capital paraense, 15 mamógrafos estão disponíveis, sendo que dois deles encontram-se no Hospital Santa Casa de Misericórdia. Apesar disso, muitas das máquinas estão ociosas. “A Santa Casa tem capacidade para a realização de cerca de 400 mamografias por mês e hoje faz apenas 70 por mês”, admite o secretário de estado de saúde, Hélio Franco.

Ciente do não aproveitamento do aparato físico disponível para a detecção do câncer de mama, ele afirma que o problema não está relacionado ao quantitativo de máquinas que estariam em desuso, já que, segundo ele, apenas três mamógrafos estariam quebrados.

CONTRADIÇÃO

Apesar disso, um relatório apresentado pelo Ministério da Saúde sobre a situação deste equipamento no Brasil aponta que, no Estado do Pará, duas máquinas estão sem produção e seis estão com defeito, o que representa oito máquinas em desuso. “Estamos razoavelmente bem em relação aos mamógrafos, estão bem distribuídos. Temos máquinas nos hospitais regionais de Santarém, Breves, Altamira e Redenção”, disse, sem saber informar a quantidade de máquinas por município.

Segundo ele, o problema está no encaminhamento das pacientes aos hospitais que disponibilizam o exame. “Há municípios que não possuem ginecologistas ou mastologistas, mas qualquer médico, independente da especialidade, pode solicitar o exame para mulheres que tenham mais de 40 anos. O Estado realiza menos exames do que tem capacidade por falta de encaminhamento dos municípios”.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou apenas que o serviço de mamografia “é encaminhado pelas unidades solicitantes para o Departamento de Regulação da Sesma (Dere), que avalia, autoriza e encaminha para os prestadores de serviços do SUS, ficando a cargo das unidades solicitantes a devolução do laudo já autorizado aos pacientes”, sem dar maiores informações sobre a possibilidade de demora ou não no encaminhamento na autorização dos exames. A secretaria informou ainda que a média de atendimento em Belém é de 1.600 mamografias por mês, sendo que a capacidade a usuários do SUS é de 3.835 exames. Segundo a nota, os números demonstrariam a ausência de filas para o serviço. (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!