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Operação reprova 16 veículos na capital

O veículo é ligado e, quando o motorista pisa fundo no acelerador, o que sai do escapamento é uma nuvem de fumaça preta que se espalha pelo céu deixando o cheiro incômodo de combustível queimado. Por essa característica, 16 veículos, dentre ônibus e camin

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O veículo é ligado e, quando o motorista pisa fundo no acelerador, o que sai do escapamento é uma nuvem de fumaça preta que se espalha pelo céu deixando o cheiro incômodo de combustível queimado. Por essa característica, 16 veículos, dentre ônibus e caminhões foram proibidos de rodar em Belém pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). A fiscalização, resultado da operação “Despoluir Belém”, visitou, até o momento, garagens de duas empresas de transporte coletivo e uma de transporte de mercadorias.

Ao todo, 97 veículos foram vistoriados nas três empresas, sendo que 81 foram aprovados. Como critério básico para a realização do teste, está a utilização do diesel como combustível, por possuir grande índice poluente. De acordo com a chefe de fiscalização e monitoramento ambiental da Semma, Ivanelma Gomes, a medição é feita através de um aparelho chamado opacímetro. “É um aparelho medidor da opacidade da fumaça que avalia a concentração de monóxido e enxofre presentes na fumaça”.

Com uma sonda introduzida no escapamento é possível fazer a aferição da fumaça emitida assim que o motorista acelera o veículo em marcha lenta. Após repetir o processo por dez vezes, a quantidade de poluentes da fumaça é identificada. “O aparelho emite um índice que é baseado em parâmetros determinados de acordo com o modelo e a marca do ônibus ou do caminhão”, explica Ivanelma.

Como exemplo dos resultados obtidos, Ivanelma afirma que, em uma empresa de transporte coletivo, um ônibus da marca volvo chegou ao índice 3 de opacidade, quando o limite, determinado de acordo com o modelo do carro, é de apenas 1,54. “Por terem um fluxo constante, os ônibus foram os mais reprovados”.

Apesar de o aparelho não identificar as causas da emissão exagerada de poluentes, a Semma afirma que há alguns fatores determinantes para esse descontrole. “Pode ser causado pelo estado do motor, pelo desgaste dos pneus, da regulagem e do tempo de uso do veículo”, disse ela. “Cerca de 50% dos ônibus reprovados até agora já tinham passado da idade permitida de dez anos”.

REPROVADOS

O veículo aprovado recebe um “Certificado de Índice de Fumaça”, válido por três meses e que deve ser afixado no próprio carro. Já os que não passaram no teste, têm o prazo de 25 dias para realizar a manutenção, quando passarão novamente pela fiscalização. Enquanto isso, ficam impossibilitados de circular. “Se forem reprovados após a readequação, as empresas terão que pagar uma multa de R$2.131,59 por veículo”, afirma Ivanelma.

Segundo a secretaria, a fiscalização deve acontecer até o dia 27 de dezembro deste ano, quando todas as 32 empresas cadastradas na Semma deverão ser fiscalizadas. “A poluição atmosférica é mais danosa à população, por isso a fiscalização tem que ser contínua em relação a isso”. As empresas de transporte coletivo urbano que não estão cadastradas na Semma devem procurar a secretaria para regularizar a situação. (Diário do Pará)

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