O Departamento Municipal de Trânsito de Ananindeua (Demutran) homologa hoje o decreto que torna vigente no sistema de transporte público de Ananindeua a tarifa de R$ 2, que já é praticado em Belém desde 11 de maio passado. O novo valor passa a vigorar na próxima segunda-feira, quando o decreto será publicado no Diário Oficial do Município de Ananindeua.
O acordo para a unificação da tarifa na Região Metropolitana de Belém (RMB) foi fechado ontem pela manhã, numa reunião intermediada pelo 2º promotor de Justiça Cível de Ananindeua, Hélio Rubens Pereira, e da qual participaram representantes das empresas de ônibus, SetransBel (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém), Demutran e Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel).
Pelo Termo de Compromisso assinado, o SetransBel e as empresas que fazem a linha metropolitana se comprometeram a disponibilizar à população 78 novos ônibus. Desse total, 62 serão apresentados hoje pelas empresas na frente do Demutran, na BR-316, a partir das 10h. “Amanhã (hoje), durante essa apresentação, os empresários irão apresentar o termo de encomenda dos outros 16 veículos e o cronograma de entrega”, diz Felipe Bastos, diretor geral do Demutran, que participou da reunião.
Ainda segundo o acordo, o SetransBel, que representa as empresas de ônibus, se comprometeu a, num prazo de seis meses, unificar e interligar os sistemas do Passe Fácil (Belém) e do Passe Inteligente (Ananindeua) na região metropolitana. “Caso essa unificação não se concretize até o final do ano, o decreto é cancelado e a tarifa volta para R$ 1,85 em Ananindeua. Isso ficou bem claro no acordo”, destaca Felipe.
O diretor do Demutran ressaltou ainda que o valor da tarifa das linhas internas de Ananindeua ficou fora do termo. “As linhas que iniciam e terminam no município de Ananindeua permanecem em R$ 1,85. O reajuste para R$ 2 vale apenas para as linhas metropolitanas”, esclarece.
A prefeitura de Ananindeua, segundo Bastos, fez questão de intermediar o acordo na presença do Ministério Público, “para dar mais transparência ao processo e o órgão fiscalizar o que foi acordado, como representante da sociedade, dos usuários”.
(Diário do Pará)
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